Funes garante moderação no governo de El Salvador

A vitória do candidato esquerdista, Mauricio Funes, nas eleições presidenciais de domingo em El Salvador põe fim a 20 anos de hegemonia da direita no país. Funes, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) - grupo revolucionário convertido em partido -, prometeu moderação. "Nada de traumático vai acontecer aqui", afirmou ontem em entrevista a uma TV local. "Não vamos reverter privatizações, não vamos prejudicar propriedades privadas."Funes afirmou também que gostaria de melhorar as relações com a Casa Branca e o Brasil. "Quero fortalecer as relações com Obama para garantir a estabilidade dos 500 mil salvadorenhos que moram nos EUA", disse Funes. "Vejo com especial atenção construir laços estreitos com o governo de Lula", falou em seguida. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Funes e destacou que sua vitória é uma conquista de toda a América Latina.Na noite de ontem, com 99,4% das urnas apuradas, Funes tinha 51,3% dos votos e seu rival, Rodrigo Ávila, da Aliança Republicana Nacional (Arena), estava com 48,7%. O atual presidente, Elías Antonio Saca, da Arena, felicitou o sucessor e prometeu facilitar a transição de poder. "Ao presidente eleito e a seu partido, quero manifestar meu reconhecimento pelo trabalho realizado em todo o país e por ter convencido um pouco mais da metade dos cidadãos salvadorenhos, que acreditaram em seu projeto de governo", disse em entrevista coletiva. Funes, que tomará posse em 1º de junho, recebeu telefonemas de vários líderes mundiais para parabenizá-lo. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood, ressaltou a opção democrática do povo de El Salvador. "Foi uma eleição democrática, justa e muito livre", afirmou. "Isso é algo que gostaríamos de ver em todo o hemisfério e o povo de El Salvador merece felicitações." REUTERS E AFP

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