Furacão causa danos sem precedentes em Cuba

Nenhum dos ciclones que atingiram Cuba desde 1959 deixou em seu rastro danos da magnitude dos deixados pelo furacão Michelle, afirmou o principal responsável pelo planejamento econômico da ilha, Carlos Lage. Falando a todo o país pela televisão ontem à noite, Lage assegurou que os prejuízos deixados pelo furacão no último domingo foram "maiores do que nenhum outro desde o triunfo da revolução", em janeiro de 1959. O Michelle, com um velocidade de até 210 quilômetros por hora, foi sentido em 8 da 14 províncias do país, ou 45% do território nacional, onde residem mais de 5 dos 11 milhões de cubanos, ou 53% da população. Até agora, assegurou Lage, o governo havia evitado de falar em cifras sobre os danos ou o balanço global dos danos, porque quer terminar um exame "minucioso" da região atingida pelo fenômeno climático. Mas já deixou entrever um sombrio panorama ao mencionar que os ventos derrubaram 125 torres de eletricidade de alta voltagem, o que "nunca antes" havia acontecido. No mesmo dia em que apresentou seu primeiro levantamento sobre os danos causados pelo Michelle, a Chancelaria cubana fez chegar ao Departamento de Estado em Washington e ao escritório de interesses dos EUA em Havana uma nota agradecendo a solidariedade expressada por Washington diante do desastre natural e indicando que o que Cuba precisaria era que lhe fosse permitido, "de forma excepcional", adquirir de forma rápida alimentos e matérias-primas para remédios e que lhe fosse autorizado transportar essas mercadorias em embarcações cubanas, a partir dos EUA. O pagamento desses produtos, acrescentou a Chancelaria, seria à vista e em moeda americana ou em qualquer outra divisa conversível.

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