Furacão chega à Carolina do Norte e provoca 2 mortes

O furacão Irene continua a avançar pela Costa Leste dos Estados Unidos, após tocar terra na Carolina do Norte na manhã deste sábado. A secretária de Segurança Interna norte-americana, Janet Napolitano, advertiu que Irene "permanece uma tempestade grande e perigosa", que deve trazer fortes ventos, enchentes e até gerar outros tornados enquanto se move pela costa do país. Pelo menos duas mortes já foram atribuídas ao furacão.

GABRIEL BUENO, Agência Estado

27 de agosto de 2011 | 14h31

A primeira morte atribuída à tempestade ocorreu em Nash County, na Carolina do Norte, perto da cidade de Raleigh. Segundo funcionários do serviço de emergência, um homem foi atingido por um grande galho que caiu de uma árvore por causa do furacão. A segunda vítima foi um homem do condado de Onslow, no mesmo Estado, que teve um ataque cardíaco na sexta-feira enquanto reforçava suas janelas à espera da tempestade, segundo um porta-voz do serviço de emergência estadual citado pela rede de televisão CNN em seu site.

"Nós antecipamos fortes chuvas, potenciais enchentes e significativa falta de energia... por toda a região costeira do leste", afirmou Napolitano. Irene estava perto de Cape Hatteras, na Carolina do Norte, e se movia a 24 quilômetros por hora.

O furacão deve atingir em breve Norfolk, na Virgínia, mas já causa fortes chuvas e ventos nessa localidade. O furacão gera ventos de até 136 quilômetros por hora e não deve ganhar força, segundo o diretor do Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), Bill Read.

Há riscos para prédios muito altos, o que pode ameaçar especialmente grandes cidades como Nova York, explicou Read. Irene deve chegar a Nova York na manhã de domingo. Neste sábado, o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, advertiu aos moradores que o furacão "representa um risco de vida".

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês) já destinou recursos para ajudar as pessoas a deixar a costa e evitar o furacão, segundo o funcionário Craig Fugate, administrador da Fema. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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