STR/AFP
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Furacão de categoria máxima, Iota atinge a Nicarágua

Fenômeno tocou o solo com ventos fortes de até 260 km/h e chuvas intensas que inundaram a favela de Bilwi

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 23h23

MANAGUA - Iota atingiu a costa da Nicarágua nesta segunda-feira, 16, como um furacão de categoria máxima, acompanhado por chuvas intensas e ventos que arrancaram árvores e telhados enquanto se moviam para a América Central, uma área devastada há duas semanas pelo ciclone Eta.

“Neste momento o olho do furacão já está tocando o limite da costa de Haulover”, 41 km ao sul de Bilwi, a principal cidade do norte do Caribe, disse em entrevista a jornalistas o diretor de Meteorologia do Instituto Nicaraguense de Estudos Territoriais (Ineter), Marcio Baca.

O ciclone chegou com ventos fortes de até 260 km/h e chuvas intensas que inundaram a favela de Bilwi, que ficou sem eletricidade horas antes da chegada de Iota, observaram jornalistas da Agência France Press no local.

Milhares de residentes foram transferidos para abrigos, enquanto outros permaneceram em suas frágeis casas de madeira.

Os meteorologistas alertam para ventos devastadores, chuvas torrenciais e formação de ondas de até 6 metros.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou em boletim emitido às 21h (horário de Brasília) que o Iota estava localizado a 55 quilômetros de Puerto Cabezas, na Nicarágua, e a 165 quilômetros de Cabo de Gracias, na fronteira do país com Honduras.

No último dia 3, o furacão de categoria 4 Eta causou deslizamentos de terra na costa nordeste da Nicarágua, com ventos sustentados de no máximo 220 km/h.

Segundo estimativas do país centro-americano, o Eta deixou quase 1,9 mil casas destruídas e outras 8.030 com danos parciais. Nesta temporada, foram registradas 30 tempestades tropicais, das quais 13 foram furacões e, destas, seis foram grandes. O dia 30 de novembro marca o fim oficial da temporada de furacões no Atlântico. /AFP e EFE

 

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