Furacão Felix atinge grau 5 e ameaça países

Alerta em toda a região obriga o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a adiar viagem ao Haiti

Reuters com Tânia Monteiro, Willemstad, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2003 | 00h00

Num intervalo de doze horas, o Felix passou ontem de uma tempestade tropical para um furacão categoria 5, ameaçando quatro países do Caribe. Na tarde de ontem, ainda como tempeste tropical, o Felix atingiu as ilhas de Granada e Belize, sem deixar estragos. Ao se aproximar das Antilhas, o Felix passou pra furacão grau 3, com ventos de até 205 km/h. A escalada prosseguiu com sua passagem pelo norte de Aruba. Ao tomar o rumo da península de Yucatan, no México, o Felix rapidamente ganhou força e alcançou a categoria mais alta, de acordo com meteorologistas americanos, com ventos de até 270 km/h. Dessa forma, o Felix tornou-se o segundo furacão da temporada 2007 de tempestades do Atlântico - que deve durar até o meio de outubro e que tem o dia 10 de setembro como provável ápice - , seguindo a trilha do Furacão Dean, que matou 27 pessoas no mês passado na região. Os especialistas do Centro Nacional de Furacões americano, baseado em Miami, afirmam que o Felix se fortaleceu com uma velocidade das mais rápidas já medidas - no total, em 36 horas. Antes de 2005, quando quatro desta magnitude foram vistos (o Katrina entre eles), só em duas ocasiões o Caribe enfrentou mais de um furacão desta proporção no mesmo ano.Ainda que tenha causado alerta, o Felix seguia distante da costa e não ofereceu ameaça às Antilhas, por onde passou ontem desfolhando árvores e provocando enchentes com suas chuvas. Em sua rota rumo à Península de Yucatan, no México, o Felix deve passar próximo de Honduras e Nicarágua.JOBIM AGUARDAO ministro da Defesa, Nelson Jobim, teve de adiar sua viagem a Porto Príncipe, no Haiti, por conta do Furacão Felix, que entrou na rota de vôo da comitiva. Jobim, que pernoitou em Boa Vista (RR), vai conhecer o trabalho das tropas brasileiras integradas à ONU e participará de uma reunião com ministros da Defesa dos países que integram a força de paz naquele país. Ele estará acompanhado do comandante do Exército, o general Enzo Peri, e da Aeronáutica, Juniti Sato.Somente na manhã de hoje, depois de avaliar todas as condições metereológicas, que o ministro e sua comitiva decidirão pela continuação da viagem, embora não esteja previsto que o furacão passe pelo Haiti. No mês passado, o furacão Dean fez com que a base brasileira fosse fechada.Mesmo que chegue a Porto Príncipe no final da manhã ou no início da tarde de hoje, o ministro Jobim deve visitar a Cité Soleil, uma das regiões mais violentas da capital do Haiti, onde as tropas brasileiras, hoje, fazem o patrulhamento a pé. Nelson Jobim irá percorrer um dos locais onde a patrulha é feita e conhecer o atendimento social que é dado pelo batalhão brasileiro à população. Desde fevereiro, quando as tropas ocuparam a região, eliminando as gangues locais, a população voltou a circular normalmente pela área e as tradicionais feiras foram reestabelecidas nas ruas de Porto Príncipe.

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