AP Photo / Tom Copeland
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Furacão Florence se aproxima dos EUA e provoca fortes chuvas e ventos

Tempestade deverá tocar solo americano na manhã desta sexta-feira; ruas já estão alagadas e árvores foram arrancadas nas cidades costeiras da Carolina do Sul e do Norte

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 02h30
Atualizado 14 Setembro 2018 | 03h14

WILMINGTON, Estados Unidos - As fortes chuvas provocadas pelo furacão Florence atingiram a região costeira da Carolina do Sul e da Carolina do Norte na noite dessa quinta-feira, 13, alagando ruas e arrancando árvores à medida que a tempestade se aproxima com ventos de até 150 km/h. Meteorologistas preveem mais danos para a manhã desta sexta-feira, 14, quando o furacão tocar o solo americano.

Mais cedo, o Centro Nacional de Furacões (NHC) rebaixou o Florence para a categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5, após a velocidade dos ventos cair de 225 km/h para 150 km/h. Apesar disso, o NHC prevê uma elevação de três metros do nível do mar e inundações "catastróficas" nas áreas costeiras americanas. O Florence tocará o solo americano nas proximidades da divisa entre as duas Carolinas e seguirá pelo interior do país em ritmo lento.

"Não relaxem nem sejam displicentes. Mantenham-se alertas. Esta é uma tempestade que pode causar mortes. Hoje, essa ameaça é uma realidade", advertiu o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper.

O Florence tem capacidade para causar danos semelhantes ao furacão Harvey, que devastou a cidade texana de Houston em 2017 ao alagar casas e lojas e espalhar resíduos industriais, informam especialistas. "Quanto maior e mais lento o furacão, maiores as ameaças de danos", explicou o diretor da NHC, Ken Graham.

Por volta das 2h desta sexta,(1h, no horário de Brasília), o Florence estava a 55 quilômetros a oeste de Wilmington, na Carolina do Norte, e se deslocava a 10 km/h. As ventanias provocadas pela tempestade, no entanto, atingem toda a área no entorno de 130 quilômetros de seu vórtice. 

A tempestade é vista como teste à capacidade da Agência Federal para o Manejo de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) em lidar com desastres deste porte. No ano passado, o órgão foi fortemente criticado devido à resposta lenta e a falta de preparo durante os rescaldos da passagem do furacão Maria, que assolou o território de Porto Rico.

As ordens de retirada obrigatória atingem 1,7 milhão de pessoas nas duas Carolinas, na Virginia, Maryland e no distrito federal, Washington D.C. Metereologistas estimam que o Florence encaminhará para o sul em direção a Geórgia, que nesta quarta-feira se somou às declarações de emergência devido à previsão de chuvas e ondas fortes. //ASSOCIATED PRESS

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