Furacão Gustav ganha força e segue em direção a Cuba

A tempestade Gustav virou hoje novamente um furacão enquanto se aproximava dos balneários das Ilhas Cayman, num aumento de força que poderá chegar à costa americana no Golfo do México como um furacão na categoria 3, três anos após a região ter sido atingida pelo furacão Katrina. O furacão Gustav, que matou 71 pessoas no Caribe, deverá passar pelas Ilhas Cayman na madrugada de amanhã e em seguida atingir o oeste de Cuba, antes de entrar no Golfo do México no domingo.No final da tarde de hoje, o furacão Gustav estava a 160 quilômetros ao leste da ilha Grand Cayman, se movendo ao noroeste com velocidade de 19 quilômetros por hora e com ventos de 120 quilômetros por hora. Amanhã, Gustav deverá atingir Cuba na Ilha da Juventude (antiga Isla de Pinos) e em seguida rumar para o oeste e entrar no Golfo do México. "Gustav poderá virar um grande furacão quando passar pelo oeste de Cuba", alertou hoje mais cedo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.Grande parte dos turistas já deixou por avião os resorts das Ilhas Cayman, enquanto o Estado norte-americano do Mississippi se prepara para a possível chegada do furacão. Os hotéis em Cayman pediram aos hóspedes que saíssem das ilhas. Cerca de 20 habitantes esperavam pelo furacão em uma escola. O furacão, que quando passou pela Jamaica tinha status de tempestade tropical, matou hoje quatro pessoas na ilha, onde provocou um blecaute. O primeiro-ministro da Jamaica, Bruce Golding, disse que o governo enviou helicópteros militares para resgatarem 31 pessoas isoladas por enchentes. O furacão Gustav matou 59 pessoas no Haiti e outras oito na República Dominicana, quando passou pela ilha Hispaniola nesta semana. O Centro Nacional de Furacões dos EUA alertou que Gustav poderá evoluir para um furacão de categoria 3, quando atingir a costa americana do Golfo do México na próxima semana. Gustav poderá tocar a terra firme em qualquer lugar da costa entre a Flórida e o Texas, embora seja mais provável que o fenômeno entre no continente pela Louisiana. Empresas petrolíferas já retiraram centenas de trabalhadores das plataformas de petróleo no Golfo. O prefeito de Nova Orleans (EUA), Ray Nagin, disse que poderá emitir uma ordem de retirada da cidade, mas isso só deverá amanhã à tarde.

AE-AP, Agencia Estado

29 de agosto de 2008 | 19h43

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