Nick Wagner/Austin American-Statesman via AP
Nick Wagner/Austin American-Statesman via AP

Furacão Harvey faz estrago no Texas, perde força e deve se tornar tempestade tropical

Feridos e estragos maiores são registrados em Rockport, no Texas; Centro Nacional de Furacões dos EUA estima que enfraquecimento transforme o furacão em tempestade tropical

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2017 | 16h30
Atualizado 26 Agosto 2017 | 12h52

CORPUS CHRISTI, EUA - Os primeiros relatos de pessoas feridas e estragos mais graves provocados pelo furacão Harvey, que atinge o sul dos Estados Unidos desde o início da madrugada deste sábado, 26, são registrados na cidade de Rockport, no Texas. Ao menos dez pessoas ficaram feridas após a queda do telhado de um asilo de idosos, que também estava sendo usado como abrigo por moradores, segundo autoridades locais. Bombeiros estão ilhados devido à inundação das ruas e não conseguem atender aos chamados. Por enquanto não há registros de morte.

Neste sábado, o Centro Nacional de Furacões dos EUA afirmou que o furacão provavelmente se transformará em uma tempestade tropical, após perder força enquanto passava pelo Estado do Texas. 

O 'olho' do furacão ficou mais próximo da cidade de Corpus Christi, que tem 320 mil habitantes. Fotógrafos de agências internacionais registram desabamentos, árvores e placas derrubadas e o mar invadindo várias cidades litorâneas.

Segundo a emissora CNN, ao menos 211 mil casas ou unidades comerciais estão sem energia elétrica em toda a região atingida. Os alertas nos últimos dois dias recomendavam que 1,4 milhão de pessoas deixassem suas casas.

Harvey chega à costa. Anunciado como o fenômeno natural mais potente a atingir os Estados Unidos em 13 anos, o Harvey tocou a costa do Estado do Texas com ventos de mais de 210 km/h por volta das 22 horas desta sexta-feira, 25, no horário local (meia noite de sábado no horário de Brasília). O furacão é o mais intenso no Texas desde 1961, quando o Furação Carla bateu recorde. 

O furacão Harvey chegou a ser classificado na categoria 4 da escala Saffir-Simpson (que vai até 5), com perspectiva de ventos entre 210 e 249 km/h. Durante a madrugada, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) rebaixou a categoria para 2, já que a velocidade máxima medida no momento era de 185 km/h. Por volta das 5 horas no horário local, a categoria foi novamente rebaixada para intensidade 1, com ventos entre 140 e 150 km/h.

A forte tempestade provoca elevação do mar e inundações em grande parte da costa do Golfo do México, no sul do país. A previsão é de que a chuva acumulada chegue a 90 centímetros e o nível das águas suba até 4 metros. 

Estima-se que até 6 milhões de moradores estejam no trajeto dos ventos, além das principais refinarias de petróleo do país. Diante do alerta, o preço dos combustíveis subiu nos últimos dias e placas alertavam a população a abastecer veículos.

Alerta nacional. A pedido do governador do Texas, Greg Abbott, o presidente Donald Trump declarou situação de catástrofe natural no Estado no final da noite desta sexta. O estado da Louisiana também reivindicou a medida, que facilita a liberação de recursos federais para a reconstrução de cidades e estradas após a tempestade.

Segundo o NHC, Harvey é o furacão mais poderoso a atingir os Estados Unidos desde 2005, quando o Rita e o Katrina provocaram devastações. As fortes chuvas, que podem se prolongar até a próxima semana, devem afetar partes do sul, centro e leste do Texas e o vale do Mississippi. 

O presidente Donald Trump disse estar em coordenação com autoridades regionais e que proverá a assistência necessária. Ele  deve visitar o Estado no começo da semana que vem, quando a tempestade já deve ter se dissipado. /Agências AFP, AP, EFE e Reuters.

Mais conteúdo sobre:
Texas [Estados Unidos]Furacão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.