Furacão Irene atinge Nova York

Sistema de transporte foi fechado; chuva forte ameaça inundar distrito financeiro.

BBC Brasil, BBC

28 de agosto de 2011 | 07h18

O furacão Irene atingiu a cidade de Nova York neste domingo com ventos fortes e chuva torrencial, o que levou a ameaça de enchentes no distrito financeiro da cidade.

O sistema de transporte da cidade foi fechado e o prefeito, Michael Bloomberg, afirmou que agora é muito tarde para as pessoas deixarem suas casas.

Cerca de 370 mil habitantes das áreas mais baixas de Nova York receberam ordens para sair de suas residências. Mas o prefeito de Nova York alertou que, aqueles que insistiram em ficar, devem permanecer em suas casas.

"O tempo para a evacuação acabou. Neste momento, se você não foi embora, nossa sugestão é que você fique onde está. A natureza é muito mais forte do que nós", disse.

O temor é que a tempestade afete o rio de Nova York, o Hudson, o que pode causar a inundação das barragens da parte baixa de Manhattan e uma enchente em Wall Street, o distrito financeiro.

Sacos de areia foram colocados em volta das entradas do metrô e todos os trabalhos de construção foram suspensos na cidade inteira.

Cerca de dois milhões de pessoas na costa leste dos Estados Unidos estão sem energia elétrica. O mesmo número se retirou da área de maior risco, a maioria de Nova Jersey.

Mortos

O Irene já tinha atingido os Estados americanos da Carolina do Norte e da Virgínia, causando danos e a morte de pelo menos oito pessoas.

O olho da tempestade, com ventos de até 120 quilômetros por hora, deve atingir Nova York nas próximas horas.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos informou que, na madrugada deste domingo o Irene se movia pela costa de Nova Jersey, a 185 quilômetros de Nova York.

O Irene já levou 30 centímetros de chuva na Carolina do Norte e Virgínia.

A região atingida pelo furacão, a nordeste, é a área mais habitada dos Estados Unidos com mais de 65 milhões de pessoas vivendo em cidades como Washington, Baltimore e Nova York.

Emergência

Scott Snyder, da Cruz Vermelha dos Estados Unidos, disse à BBC que cerca de 13 mil pessoas estão nos 150 abrigos da Cruz Vermelha mantidos na costa leste.

Foi declarado estado de emergência na Carolina do Norte, Maryland, Virgínia, Delaware, Nova Jersey, Nova York e Connecticut.

Os aeroportos John F. Kennedy e La Guardia, de Nova York, além do Newark em Nova Jersey, foram fechados. Foram cancelados cerca de 8 mil voos.

Um reator nuclear em Maryland foi desligado automaticamente depois que um grande pedaço de alumínio, levado pelo vento, entrou em contato com o principal transformador da usina.

O presidente americano, Barack Obama, interrompeu suas férias para supervisionar os preparativos para a passagem do furacão.

O correspondente da BBC em Washington, David Willis, afirmou que Obama está tentando evitar as críticas que cercaram a ação do governo federal há seis anos, quando o furacão Katrina atingiu Nova Orleans.

A Amtrak, a rede ferroviária dos Estados Unidos, anunciou que o cancelamento de seus serviços entre Washington e Boston. A companhia também já tinha suspendido operações ao sul do Estado da Virgínia.

O Pentágono carregou 200 caminhões com suprimentos de emergência e 100 mil soldados da Guarda Nacional estão de prontidão.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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