Furacão Irene se dirige para Ilha Hispaniola e EUA

Mais de 1 milhão de pessoas em Porto Rico ficaram sem energia elétrica por causa da passagem do furacão Irene, que derrubou árvores e inundou ruas nesta segunda-feira. Segundo a meteorologia, o furacão pode ameaçar a Flórida e a Carolina do Norte até o final da semana.

AE, Agência Estado

22 de agosto de 2011 | 15h10

Não há informações sobre mortos ou feridos graves em Puerto Rico, mas o governador Luis Fortuno declarou estado de emergência e pediu à população que fique dentro de casa para evitar as linhas caídas de transmissão de energia, as ruas inundadas e outros perigos. "Não é hora de sair e descobrir o que aconteceu...é hora de ficar em suas casas", disse Fortuno em coletiva de imprensa.

O primeiro furacão da temporada no Atlântico representa uma ameaça imediata à costa nordeste da República Dominicana, embora espere-se que o olho do furacão não passe pelo vizinho Haiti, país que compartilha a Ilha Hispaniola. Cerca de 600 mil haitianos ainda estão desabrigados em razão do terremoto de janeiro de 2010, que devem sofrer com ventos e chuvas fortes de Irene, disse Dennis Feltgen, porta-voz do Centro Nacional de Furacões, em Miami.

A instituição prevê que Irene pode se tornar um furacão de categoria 3 com ventos de 184 quilômetros por hora sobre as Bahamas na quinta-feira e que pode se deslocar para o noroeste ao longo da costa atlântica da Flórida e na direção da Carolina do Sul, embora os meteorologistas afirmem que até o final da semana o rumo do furacão pode mudar significativamente.

Um aviso de furacão foi emitido nesta segunda-feira para as ilhas Turks e Caicos no sudeste das Bahamas. Autoridades do condado de Palm Beach County transferiu seus funcionários para operações de preparação para a chegada de Irene, dentre elas a checagem de geradores e de equipamentos de comunicação.

Autoridades em Charleston, Carolina do Sul, disseram aos moradores que monitorem Irene de perto. Faz seis anos desde que um furacão atingiu a costa da Carolina do Sul, disse Joe Farmer, da Divisão de Gerência de Emergências do Estado.

O olho do furacão Irene estava a cerca de 115 quilômetros a nordeste de Punta Cana, na República Dominicana, no final da manhã desta segunda-feira e se movia a oés-noroeste a 20 quilômetros por hora, com ventos máximos sustentáveis de cerca de 130 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões. As informações são da Associated Press.

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