AP Photo/David Goldman
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Furacão Irma cai para categoria 2, mas continua com 'ventos perigosos'

Centro Nacional de Furacões informou que fenômeno perdeu força enquanto se move em direção ao norte da Flórida, mas mantém potencial devastador; presidente americano, Donald Trump, prometeu viajar 'muito em breve' ao Estado

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2017 | 19h00

MIAMI - O furacão Irma foi rebaixado na tarde deste domingo, 10, para categoria 2 pouco depois de tocar o continente americano pela segunda vez na Flórida, segundo informações de meteorologistas americanos, que ressaltaram, no entanto, que o fenômeno ainda pode causar rajadas de ventos mortais.

Às 18 horas (horário de Brasília), o Irma tinha ventos de até 177 km/h, o máximo possível para um furacão de categoria 2, com o olho a apenas oito quilômetros de distância da cidade de Naples e uma movimentação de 22km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).

Estes ventos podem ser sentidos em um rádio de até 130 quilômetros a partir do centro do furacão, enquanto que os ventos associados a uma tempestade tropical podem ser sentidos em um raio de até 350 quilômetros, completou o NHC.

Depois de seguir pela costa do Flórida em direção ao norte, espera-se que o Irma entre novamente em terra firme na porção superior do Estado na tarde de segunda-feira e se mova em direção à Geórgia.

O Irma atingiu neste domingo o conjunto das ilhas de Florida Keys como furacão de categoria 4, com rajadas de vento intensas de até 215 km/h, mas caiu para a categoria 2, com ventos de até 177 km/h, por volta das 18 horas (horário de Brasília).

As más condições climáticas causadas pelo fenômeno foram responsabilizadas pelas primeiras três mortes na Flórida, que aconteceram em dois acidentes de trânsito entre a tarde de sábado e a manhã de domingo. Este fenômeno chegou a ser um dos furacões mais poderosos já vistos no Atlântico, matando 28 pessoas no Caribe e jogando ondas de 11 metros sobre Cuba neste domingo

Cerca de 6,5 milhões de pessoas, ou um terço da população do Estado, receberam ordens para deixar a Flórida. “Essa é uma situação de ameaça à vida”, disse o governador Rick Scott em entrevista à imprensa. Tornados também foram vistos na região.

O Irma deve causar bilhões de dólares em danos ao terceiro Estado mais populoso dos EUA, um importante centro turístico com uma economia que responde por cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.

Monitoramento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou neste domingo que viajará "muito em breve" à Flórida para avaliar os estragos provocados pelo furacão Irma. 

"Vou à Flórida muito em breve", disse Trump aos jornalistas ao regressar à Casa Branca após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências na residência presidencial de Camp David.

"Neste momento estamos preocupados com as vidas, e não com os prejuízos" provocados pelo Irma, destacou Trump. / AFP, REUTERS e EFE

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