Joe Raedle/Getty Images/AFP
Joe Raedle/Getty Images/AFP

Furacão Irma 'devastará' parte dos EUA, diz chefe de serviços de emergência

O país só recebeu três tempestades de categoria 5 desde 1851, e o Irma é muito maior do que a última a se abater sobre o país em 1992, o furacão Andrew

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 15h42
Atualizado 08 Setembro 2017 | 23h19

WASHINGTON - Prevendo que o furacão Irma "devastará" parte dos Estados Unidos, autoridades americanas estão preparando uma grande resposta à tempestade, disse o diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (Fema, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, 8.

Como o Irma deve atingir a Flórida nas primeiras horas de domingo, partes do Estado devem ficar sem eletricidade durante dias, se não mais, e mais de 100 mil pessoas podem precisar de abrigo, alertou Brock Long, administrador da Fema, em uma entrevista coletiva. “O furacão Irma continua a ser uma ameaça que devastará os EUA, seja na Flórida ou em alguns dos Estados do sudeste”, disse Long.

As principais autoestradas da Flórida ficaram engarrafadas hoje,  com famílias fugindo de suas casas e filas intermináveis de carros carregados com colchões, galões de combustível e caiaques. O governador da Flórida informou que todos os 20,6 milhões de moradores do Estado deveriam se preparar para partir. Em algumas regiões, funcionários estaduais batiam de porta em porta pedindo que os moradores deixassem o local.

O Irma era um furacão de categoria 5, a escala mais alta, mas foi rebaixado para 4 hoje. Antes, porém, ele destruiu ilhas do Caribe e deixou 19 mortos espalhados por Anguila, Porto Rico, St. Barthélemy , Antígua, Barbuda e Saint Martin, onde 60% das casas viraram escombros e cenas de saques foram registradas. 

Apesar de ter perdido força, o Irma continuou hoje a causar uma combinação mortal de tempestade e ondas destrutivas.

Segundo Long, os EUA só receberam três tempestades de categoria 5 desde 1851. “No entanto, o Irma é muito maior do que o furacão Andrew, a última tempestade de categoria 5 que se abateu sobre o país, em 1992.”

Nos últimos dias, as empresas aéreas aumentaram o número de voos partindo da Flórida. Hoje, elas anunciaram a suspensão das partidas em alguns aeroportos do sul do Estado. O secretário de Saúde e de Serviços Humanos dos EUA, Tom Price, qualificou o Irma de “uma tempestade notavelmente perigosa”. “A janela para se chegar a um lugar seguro está se fechando rapidamente”, disse. 

O Serviço Nacional do Clima disse que esta sexta-feira é o último dia para os moradores se retirarem antes de os ventos começarem a desenvolver velocidades perigosas na Flórida.

Price disse que o principal hospital de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens americanas, foi fechado por ter sofrido danos do Irma, e  pacientes em estado crítico estão sendo levados para Porto Rico ou outras ilhas.

O presidente americano, Donald Trump, pediu aos americanos que saiam do caminho do Irma, um furacão, segundo ele, “de proporção épica” e “talvez o maior” já visto no país. “Estejam a salvo e saiam do seu caminho, se possível. O governo federal está preparado!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter. 

Meteorologistas alertaram que a tempestade pode elevar em até oito metros os níveis normais do mar. A situação pode se agravar em razão da fuga em massa de pessoas, que vem causando engarrafamentos e falta de combustível. 

 

Tempestades. Enquanto o Irma avança em direção à Flórida, os meteorologistas passaram a monitor mais de perto outros dois furacões: o José – tempestade de categoria 4 que segue o caminho do Irma, mas não deve atingir o território americano – e o Katia, de categoria 2, que deveria chegar ao litoral mexicano na madrugada de amanhã.

Na quinta-feira, o Senado americano aprovou por 80 a 17 votos uma medida para mais do que dobrar o financiamento da Fema, para US$ 15,25 bilhões, e liberar fundos para autoridades locais lidarem com desastres naturais. O fundo de assistência da Fema poderia acabar nesta sexta-feira sem uma ação, argumentaram senadores. / REUTERS e AP

 

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