Olivier Toussaint/AFP
Olivier Toussaint/AFP

Furacão Irma é a tempestade mais poderosa já registrada no Atlântico

Para especialistas, a força do Irma é resultado de uma atípica elevação de temperatura de parte do Atlântico

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2017 | 20h38

MIAMI - O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inlgês) informou nesta terça-feira, 5, que o Irma é o maior furacão já registrado no Oceano Atlântico na história. 

Elevada para a categoria 5, a máxima da escala Saffir-Simpson, a tempestade tem ventos de 297 quilômetros por hora ao se aproximar das Antilhas, no nordeste do Caribe.

Para especialistas, a força do Irma é resultado de uma atípica elevação de temperatura de parte do Atlântico. Para o meteorologista da World Weather Jared McWilliams, o Irma tem potencial de causar sérios danos em Cuba, na Flórida e nas Bahamas. "É necessário observar de perto a situação", afirmou. 

Os porto-riquenhos viviam nesta terça-feira um dia de incerteza à espera da chegada do Irma, e temiam uma repetição de Hugo, que deixou mortos e destruição em 1989.

O NHC informou que espera-se que o Irma passe ainda nesta terça-feira ao norte dos municípios de Fajardo, Culebra e Vieques.

O governador Ricardo Rosselló Nevares ordenou a abertura de abrigos e exortou os cidadãos a colaborar com os vizinhos que precisarem de ajuda, assim como os idosos.

Rosselló solicitou ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma declaração prévia de emergência para poder atender às necessidades do povo, dispondo de fundos reservados.

Também pediu recursos médicos ao Departamento de Saúde americano, antecipando a possibilidade de que o furacão Irma cause danos maiores.

Em 1989, o Hugo deixou 12 mortos e milhões de dólares em danos. Nove anos depois, o Georges deixou sete mortos e, também, danos milionários.

Na República Dominicana, o governo declarou diferentes níveis de alerta em todo o país por conta do Irma, em sua rota rumo ao Caribe.

O presidente dominicano, Danilo Medina, fez um balanço da situação com as diferentes instituições do Comitê de Operações de Emergências (COE), entre elas as Forças Armadas e os ministérios de Saúde e Obras Públicas.

Estas instituições ativaram seus planos de contingências para fazer frente aos possíveis danos, informou após o encontro com Medina o diretor do COE, o general Juan Manuel Méndez.

Nos EUA, a Flórida se preparava para a chegada do Irma, prevista para o próximo fim de semana, com algumas tarefas que o governador do Estado, Rick Scott, anunciou como o auxílio de 100 integrantes da Guarda Nacional e a suspensão da cobrança de pedágios para acelerar o trânsito das pessoas.

Scott, que na segunda-feira conversou sobre estes preparativos com Trump, ordenou à Guarda Nacional da Flórida que apoie em tarefas de planejamento, logística e operações dos preparativos para o potencial impacto de Irma.

Além disso, os 7 mil membros da Guarda Nacional deverão estar preparados para prestar serviços na sexta-feira pela manhã e seguir as instruções do governador, que na segunda-feira declarou o estado de emergência. / AP, AFP e EFE

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