REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

Furacão Irma chega aos EUA, leva destruição à Flórida e deixa 3 mortos

Fenômeno castiga litoral americano, arranca árvores, sinais de trânsito, derruba guindastes do alto de edifícios; pequena alteração de rota poupa Miami, mas ameaça cidade de Tampa, a segunda maior região metropolitana do Estado

Das agências de notícias, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2017 | 23h02
Atualizado 10 Setembro 2017 | 22h15

MIAMI - Após uma semana de expectativa, o Irma chegou neste domingo à Flórida como um furacão de categoria 4. As primeiras vítimas da tempestade nos EUA foram confirmadas logo nas primeiras horas do dia pelo governador Rick Scott: foram três mortos em acidentes de carro. Na noite deste domingo, à medida que avançava para o interior do Estado, o fenômeno foi rebaixado para categoria 2.

Cerca de 2,3 milhões de pessoas ficaram sem luz em razão da passagem do furacão. Ao todo, 6,3 milhões de pessoas - aproximadamente um terço da população da Flórida - recebeu ordens de se retirar para áreas seguras, criando engarrafamentos em estradas e superlotação em abrigos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste domingo, 10, que viajará “muito em breve” para a Flórida para avaliar os estragos provocados pelo Irma, sem especificar uma data. “Vou à Flórida muito em breve”, disse Trump, ao voltar à Casa Branca, após reunião com assessores de Segurança Nacional e de agências de emergência. “Agora, estamos preocupados com as vidas, e não com os prejuízos.”

A força dos ventos e as chuvas causadas pelo furacão fizeram estragos em Miami, inundando ruas, derrubando árvores, destruindo placas de trânsito. A cidade ficou totalmente vazia. Nas imagens de TV, era possível ver raios e a ação das fortes rajadas de vento de mais de 200 km/h, que afetaram os edifícios do centro de Miami.

O furacão derrubou pelo menos duas gruas de construção que estavam localizadas no alto de edifícios de 50 andares, com mais de 200 metros de altura. Segundo a prefeitura, havia pelo menos 25 guindastes em prédios espalhados no centro da cidade.

O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) registrou ondas provocadas pela tempestade de até 4,6 metros em algumas partes do litoral. Imagens da rede CNN mostravam o mar invadindo o calçadão da Brickell Avenue, inundando ruas e carros.

“Está inundado pela alta da maré, que passa sobre as barreiras do mar”, disse à agência France Presse Steven Schlacknam, de 51 anos, que permaneceu em seu apartamento. “O cais de madeira praticamente desapareceu.”

No arquipélago de Florida Keys, extremo sul do Estado, uma das primeiras áreas a ser atingida pelo Irma, os moradores descreviam uma tempestade sem precedentes. “Os barcos estão literalmente quebrados, as palmeiras estão no chão, as linhas de energia elétrica estão caindo”, afirmou Maggie Howes, em entrevista por telefone à CNN.

As previsões apontavam que o Irma passaria pela costa oriental da Flórida. No entanto, após passar por Cuba, ele sofreu um leve desvio e seguiu pelo Parque Nacional de Everglades, do outro lado da península, poupando Miami e o sudeste do Estado de uma devastação maior.

Se o desvio foi uma boa notícia para Miami, a mudança de curso causou uma ordem de retirada de última hora dos moradores de Tampa, segunda maior região metropolitana da Flórida. Meteorologistas dizem que o furacão chegará na segunda-feira à região.

Segundo a empresa Karen Clark & Company, a Baía de Tampa é a área mais vulnerável do país em caso de furacão e os prejuízos podem chegar a US$ 175 bilhões. O senador Marco Rubio, republicano da Flórida, fez um apelo para que os moradores deixem a cidade. “Se você vive na Baía de Tampa, o furacão pode ser o pior cenário”, disse Rubio. “Já se passou muito tempo desde que a região de Tampa sofreu com um furacão e as pessoas não se lembram de como enfrentar um.” / REUTERS e AP

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