Furacão Jeanne deixa pelo menos 700 mortos no Haiti

Pilhas de cadáveres de vítimas do furacão Jeanne estão crescendo nas ruas de Gonaives, no Haiti, enquanto as forças de paz da ONU planejam a primeira distribuição em massa de água e alimentos na cidade devastada pelas inundações. O número de mortos no país já ultrapassa 700, cerca de 600 apenas em Gonaives. Segundo fontes do governo haitiano, há pelo menos 1 mil desaparecidos. As moscas sobrevoam os cadáveres empilhados nos três necrotérios da cidade. Não há eletricidade e o odor da morte se espalha pelas redondezas. ?O sepultamento deve ser feito em tumbas coletivas?, disse o porta-voz da missão das Nações Unidas, Toussaint Kong-Doudou. Oito helicópteros da força da ONU, liderada pelo Brasil, transportaram, ontem, água e alimentos até Gonaives, depois que o contingente chileno não conseguiu passar pela estrada que leva à cidade pelo norte, disse o tenente-coronel argentino Gastón Irigoyen.Restos de cachorros e cabras flutuam sobre as águas turvas que ainda cobre as ruas da cidade, a terceira maior do Haiti, com cerca de 250 mil habitantes. Nem uma só casa ficou sem ser danificada. Os desabrigados peramburam pelas ruas levando o pouco que conseguiram salvar sobre as cabeças. Já os que conseguiram permanecer em suas casas tratam de secar suas roupas recolhidas nas ruas.O Jeanne recuperou força sobre o atlântico e pode, nesta semana atingir o sudeste dos Estados Unidos, incluíndo a Flórida. Segundo o Centro Nacional de Furacões de Miami, o Jeanne pode provocar perigosas tempestades nas ilhas do noroeste e centro das Bahamas e na costa dos EUA nos próximos dias. Já a tormenta Karl permanece no centro do Oceano Atlântico, movendo-se lentamente ao norte.

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