REUTERS/Rafael Marchante
REUTERS/Rafael Marchante

Com ventos de mais de 170 km/h, furacão Leslie deixa 27 feridos em Portugal

Fenômeno incomum na península ibérica agora é um ciclone extratropical; tempestade provocou danos e queda de energia em Lisboa

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2018 | 01h31
Atualizado 14 Outubro 2018 | 10h24

LISBOA - A passagem do furacão Leslie deixou ao menos 27 pessoas feridas em Portugal, segundo balanço divulgado neste domingo pelas autoridades locais. Não há registro de mortos até o momento. O fenômeno tocara a costa do país com ventos de até 176 quilômetros por hora, mas foi reclassificado como um ciclone extratropical após sua passagem por Portugal e pela zona oeste da península ibérica.

Leslie segue agora para a Espanha, onde cerca de 40 províncias declararam alerta vermelho ou laranja. Em Portugal, o furacão provocou quedas de árvores e linhas elétricas e deixou um rastro de danos por cidades como Figueira da Foz, 200 quilômetros ao norte de Lisboa. 

O Serviço Meteorológico Português emitiu alerta vermelho - o mais grave - para treze de seus dezoito distritos, incluindo Lisboa, por causa das condições provocadas pelo Leslie. Especialistas dizem que certas regiões do país ainda podem sofrer com ventos de força semelhante ao de um furacão, mas o ciclone se tornará uma tempestade tropical quando chegar ao oeste da Espanha.

A velocidade máxima dos ventos do outrora furacão de categoria 1 caiu para 110 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, em Miami. As rajadas poderão ser sentidas em um raio de até 260 quilômetros do olho do ciclone.

A Agência de Proteção Nacional de Portugal recomendou à população que evite "toda a região costeira e evite caminhar pelas ruas" durante a passagem do ciclone. Um alerta foi emitido a toda ilha de Madeira e as ilhas que compõem o arquipélago de Açores. O ciclone seguirá percurso pela costa de Portugal, Espanha e Marrocos. 

O fenômeno é considerado uma exceção, visto que a maior parte dos furacões e ciclones atingem a costa americana do atlântico, e não a europeia. /ASSOCIATED PRESS/ EFE

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