AFP PHOTO / TWITTER / YVES THOLE
AFP PHOTO / TWITTER / YVES THOLE

Furacão Maria se intensifica ao chegar à Ilha de Dominica e causa grandes danos

No momento, fenômeno segue para Guadalupe como categoria 4 e pode atingir as Ilhas Virgens e Porto Rico entre esta noite e quarta-feira; Donald Trump já declarou estado de emergência para a região

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 08h18

POINTE-À-PITRE, GUADALUPE - O furacão Maria se intensificou e foi classificado novamente como um furacão de categoria 5, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) nesta terça-feira, 19. Ele atingiu a Ilha de Dominica e está cerca de 325 quilômetros a sudeste de St. Croix, com ventos máximos constantes de 260 km/h, afirmou.

No momento, ele segue para Guadalupe como categoria 4 e pode atingir as Ilhas Virgens e Porto Rico entre esta noite e quarta-feira.

Os moradores de Dominica perderam "tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir", afirmou Roosevelt Skerrit, primeiro-ministro da ilha do Caribe. "O vento levou o telhado das casas de quase todas as pessoas com as quais conversei ou fiz contato de outra maneira. O telhado da minha própria residência oficial foi um dos primeiros afetados", escreveu o chefe de governo em sua conta no Facebook.

O dano é "devastador (...), de fato incompreensível", completou Skerrit, que pediu "ajuda de todo tipo".

A região, devastada há 10 dias pelo furacão Irma - que deixou quase 40 mortos no Caribe antes de atingir o Estado americano da Flórida, onde morreram pelo menos 50 pessoas -, se encontra em estado de alerta pela passagem de Maria, que em menos de 24 horas ganhou força e passou de tempestade tropical a furacão de categoria 5. Na segunda-feira, o NHC informou que Maria era um furacão "potencialmente catastrófico".  

Os quase 73 mil habitantes da ilha relataram na segunda-feira à tarde nas redes sociais os primeiros sinais do furacão, com árvores e postes de energia elétrica no chão, fortes chuvas, ventos violentos e inundações.

Reforços

Os governos da França, Reino Unido e Holanda, criticados por não terem enviado mais recursos antes e depois da passagem do Irma, anunciaram reforços. A França anunciou no domingo o envio de 110 militares a Guadalupe e lembrou que "quase 3 mil" reforços já estão na ilha.

Mas o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, admitiu "dificuldades importantes" caso o furacão atinja com força Guadalupe, já que a ilha é "o centro logístico" que permite alimentar Saint Martin e organizar as viagens aéreas e o abastecimento.

Londres também anunciou reforços para as Ilhas Virgens com "40 funcionários de apoio adicionais, 37 membros do serviço humanitário e mais de 1,3 mil militares preparados para atuar em tarefas prioritárias após a passagem de Maria".

Por sua vez, a Ilha de Martinica suspendeu as aulas nas escolas e ativou todas as suas forças de segurança, como bombeiros, policiais, guardas e militares, assim como Guadalupe - ambas são territórios da França.

Estado de emergência

O governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, anunciou na segunda-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou a declaração de estado de emergência para Porto Rico e as Ilhas Virgens em razão da passagem do furacão Maria.

A ordem de Trump autoriza o Departamento de Segurança Nacional dos EUA e a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) a coordenar as ajudas de urgência, segundo um comunicado divulgado pelo Escritório de Assuntos Federais de Porto Rico em Washington.

"Esta ação ajudará a aliviar o sofrimento e as dificuldades que a situação pode trazer para a população local e fornece assistência adequada para tomar as medidas necessárias de emergência", diz a ordem assinada por Trump.

Por último, indica especificamente que a Fema está autorizada a "identificar, mobilizar e fornecer a seu critério equipes e recursos necessários para aliviar o impacto" da passagem do furacão. / REUTERS, AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.