Eduardo Verdugo /AP
Eduardo Verdugo /AP

Furacão Matthew mata 25 no Caribe e avança para a Flórida

Tempestade perdeu intensidade após atingir o extremo leste de Cuba e na noite desta quarta-feira atravessava as Bahamas com direção à costa leste do Estado americano

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2016 | 18h00

MIAMI, EUA - O furacão Matthew, a tempestade mais feroz  a atingir o Caribe em quase uma década, rumou para as Bahamas e a costa leste da Flórida, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira,5,  depois de castigar a República Dominicana, o Haiti e Cuba com chuvas torrenciais e matar ao menos 25 pessoas. A tempestade perdeu intensidade após atingir o extremo leste de Cuba e na noite desta quarta-feira atravessava as Bahamas com direção à costa leste da Flórida, como um furacão de categoria 3, com ventos de até 208 km/h.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) o furacão deve se fortalecer nas próximas 48 horas. O alerta de furacão (passagem do sistema em 36 horas) foi emitido na faixa territorial que vai do norte da enseada de Sebastian até a linha entre os condados de Flagler e Volusia, no litoral nordeste da Flórida. Além disso, permanecem ativos os alertas de furacão para as Províncias de Guantánamo, Santiago de Cuba, Holguín, Granma e Las Tunas, em Cuba, e também para as regiões sudeste, central e noroeste das Bahamas.

O governador da Flórida, Rick Scott, advertiu nesta quarta-feira que o impacto direto de Matthew poderia causar muita destruição, algo que não ocorre nesse Estado desde a passagem do furacão Andrew em 1992. As autoridades do Estado disseram em várias ocasiões à população que é de extrema importância que todos estejam preparados com estoques de água, comida e remédios para cerca de três dias, diante da chegada da tempestade.

Estragos. O furacão atingiu Cuba e o Haiti com ventos de 230 km/h na terça-feira, golpeando cidades, terras de cultivo e resorts. Centenas de milhares de pessoas foram retiradas da trajetória do Matthew, que provocou grandes inundações e matou quatro pessoas na República Dominicana, além de ao menos 21 no Haiti, os dois países que dividem a Ilha de Hispaniola, além de ter obrigado 1,3 milhão de pessoas a abandonar suas casas em Cuba. As autoridades do Haiti suspenderam a realização das eleições, previstas para o domingo, em razão dos danos provocados pelo Matthew.

A região sul do Haiti ficou isolada na terça-feira, após a queda de uma ponte na estrada que liga esta parte do país com a área da capital Porto Príncipe. “A Route Nationale 2 está bloqueada na altura de Petit-Goave depois do desabamento da ponte La Digue”, disse o porta-voz da Defesa Civil, Edgar Celestin.

Ele acrescentou que uma equipe de emergência foi convocada para restaurar o acesso, mas destacou que vai ser difícil encontrar uma rota alternativa. No Haiti, país mais pobre das Américas e devastado por um terremoto em 2010, ainda não é possível fazer um balanço confiável e conhecer a extensão da destruição causada pela passagem do furacão.

Avaliações parciais, que excluem o departamento de Grande Anse, região por onde passou o olho do furacão, indicam que há 14.500 deslocados e 1.855 casas inundadas.

Força. Ainda de acordo com o NHC, Matthew, que chegou a atingir a categoria 5, é o furacão mais poderoso que se formou no Oceano Atlântico desde Félix, em 2007, que deixou mais de 130 mortos em sua passagem pela Nicarágua.

 

Na atual temporada de furacões no Atlântico, se formaram 14 tempestades tropicais e 5 se transformaram em furacões (Alex, Earl, Gastón, Hermine e Matthew), que causaram pelo menos 66 mortes, a maioria delas no México durante a passagem de Earl pela costa caribenha do país. /AFP, EFE e REUTERS. 

 

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