REUTERS/Jonathan Drake
REUTERS/Jonathan Drake

Furacão Matthew reduz intensidade após matar quase 900

Tempestade caiu para a categoria 1 depois de matar 6 na Flórida; na Carolina do Norte deixou 3 mortos

O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2016 | 13h22

DAYTONA BEACH, EUA - O furacão Matthew matou quase 900 pessoas e deslocou dezenas de milhares no Haiti antes de seguir rumo ao norte neste sábado, 8, para o litoral sudeste dos EUA, onde provocou grandes enchentes e queda de energia generalizada. Matthew foi rebaixado a um furacão de categoria 1 pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA, depois de deixar seis mortos na Flórida.

Pelo menos três pessoas morreram na Carolina do Norte em decorrência das fortes chuvas causadas pelo furacão. Uma pessoa morreu após seu carro derrapar no Condado de Sampson e outras duas no Condado de Bladen ao enfrentarem uma enchente em seu veículo, disse o governador Pat McCrory.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA advertiu para chuvas torrenciais na Carolina do Norte e na do Sul. As áreas atingidas tinham “condições extremamente perigosas” na noite de hoje, disse McCrory. Na Geórgia, pelo menos uma morte foi confirmada.

O presidente americano, Barack Obama, declarou estado de emergência na Flórida, na Geórgia e nas Carolinas do Norte e do Sul antes da chegada do furacão, que devastou o Haiti, o país mais pobre das Américas, e deixou ao menos 877 mortos, de acordo com contagem da agência Reuters com base em cifras das autoridades. Teme-se que esse número aumente ainda mais à medida que as equipes de resgate cheguem às áreas que foram isoladas pela tempestade. O furacão também deixou quatro mortos na República Dominicana, que divide a Ilha de Hispaniola com o Haiti.

O Matthew causou destruição na península ocidental do Haiti na terça-feira, quando era um furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5) com ventos de 233 km/h e chuva torrencial. Cerca de 61.500 pessoas estão em abrigos desde que a tempestade lançou o mar contra frágeis vilarejos costeiros, alguns dos quais só estão sendo contactados agora.

Ao menos três cidades relataram dezenas de mortos, incluindo Chantal, vilarejo de plantio situado em uma colina cujo prefeito disse que 86 pessoas morreram, a maioria quando árvores esmagaram suas casas.

“Uma árvore caiu na casa e a derrubou, a casa inteira caiu em cima de nós. Eu não conseguia sair”, disse o motorista Jean-Pierre Jean-Donald, de 27 anos, que estava casado havia um ano. “As pessoas vieram retirar os destroços e depois vimos minha mulher, que havia morrido no mesmo local”, contou Jean-Donald ao lado da filha.

Como as redes de celular não estão funcionando e as estradas estão inundadas, o socorro tem demorado para alcançar as áreas mais atingidas. O alimento está escasso e no mínimo 13 pessoas morreram de cólera, provavelmente por terem bebido água misturada com esgoto.

O Mesa Verde, uma embarcação anfíbia de transporte da Marinha dos EUA, está a caminho do Haiti para dar apoio aos esforços de ajuda. O navio tem helicópteros habilitados para carga pesada, escavadoras, veículos de entrega de água fresca e duas salas de cirurgias. / REUTERS e AP

 

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