RONALDO SCHEMIDT/AFP<br>
RONALDO SCHEMIDT/AFP

Furacão Odile deixa rastro de destruição no oeste do México

Estabelecimentos comerciais foram saqueados em cidades atingidas pelo fenômeno; autoridades dizem que não há registro de mortos

O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 21h01

CABO SAN LUCAS, MÉXICO - A passagem do Furacão Odile gerou caos e destruição ontem em várias cidades do Estado mexicano de Baja Califórnia Sur. Dezenas de pessoas foram feridas e pelo menos 11 mil tiveram que deixar suas casas em razão dos fortes ventos, das chuvas e dos riscos de deslizamentos de terra. Em vários locais turísticos, houve registro da saques a mercado e estabelecimentos comerciais.

Pelo menos 135 pessoas se feriram na passagem do Odile, um fenômeno de categoria 3 (em uma escala que vai até 5). e foram levadas para hospitais, afirmou Luis Felipe Puente, chefe do Serviço Nacional de Emergências do México. Não há registro de mortes. 

Cerca de 26 mil turistas e 4 mil mexicanos estavam nas área atingida pela passagem do Furacão, segundo estimativas das autoridades mexicanas.

Em San José del Cabo, uma das cidades mais atingidas, árvores foram arrancadas e pedaços de casas carregados para o meio das ruas pelo furacão, que também destruiu parte do aeroporto da cidade – suspendendo todos os voos de chegada e saída da cidade.


A passagem de Odile também inerrompeu o fornecimento de energia e de água, além de destruir a fachada de várias lojas, facilitando a ação de saqueadores. Farmácias, lojas de aparelhos eletrônicos e mercados estão entre os alvos de roubos antes de a polícia restabelecer a ordem nas ruas da cidade. 

Além da ação de ladrões, os moradores da cidade também sofreram com a inundação de diversas áreas da cidade. “Foi horrível”, disse Cristina Osuna, de 31 anos, que trabalhava em uma loja atingida pelo furacão. “Ninguém dormiu na noite passada porque a água estava chegando e ficamos acompanhando.”

Nas redes sociais, turistas isolados em San José del Cabo postaram fotos de barricadas protegendo as janelas de seus quartos depois de os fortes ventos destruírem os vidros e de abrigos improvisados em banheiras. 

Muitos hotéis na região também sofreram com alagamentos. “Vamos precisar de pelo menos umas duas semanas para limpar tudo. Alguns estabelecimento ficaram muito destruídos”, afirmou Gerardo Rodas, de 50 anos, dono de um pequeno hotel na cidade de Loreto, na parte oriental do Golfo da Califórnia.

De acordo com especialistas, Odile, que perdeu intensidade ao longo desta segunda, pode ser o mais forte furacão a atingir a península desde o início do monitoramento por satélite deste tipo de fenômeno. / REUTERS

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