Furacão põe Cuba e Flórida em alerta máximo

Com o aumento da velocidade do furacão Michelle e sua aproximação perigosa do oeste de Cuba, as autoridades cubanas e dos EUA ordenaram a retirada de moradores das zonas de risco nos dois países. O furacão foi classificado como extremamente perigoso por sua intensidade e porte, considerado o maior dos últimos 50 anos. Na Flórida, as autoridades do condado de Monroe ordenaram a evacuação dos moradores de todas as marinhas da cadeia de ilhas conhecidas como Key(s) ou Cayo(s), por temerem que elas recebam todo o impacto da tormenta. Para a região, os especialistas prevêem ventos de 120 km por hora ou mais, que devem chegar entre esta noite e segunda-feira. Não se espera, no entanto, que o furacão golpeie diretamente as costas do Estado. Os meteorologistas também esperavam que ainda neste domingo o Michelle chegasse ao litoral cubano, de onde já foram retiradas mais de meio milhão de pessoas. O furacão já se aproximou de Cuba na ilha da Juventude, no sul do país, com ventos de 215 km por hora. Segundo a trajetória que foi tomando, o Michelle, classificado na categoria 4, poderá dirigir-se depois para o centro da ilha - as províncias centrais de Villa Clara e Matanzas, a leste da capital, Havana -, onde se encontra o balneário turístico de Varadero. Depois de atingir Cuba, no domingo e nas primeiras horas de segunda-feira, é que o furacão poderá dirigir-se para a Flórida. Na Nicarágua e Honduras, por onde o Michele passou, foram registradas pelo menos dez mortes e há 26 desaparecidos, além de graves danos materiais.

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