Furacão provoca fuga de 3 milhões na Flórida

O furacão Jeanne tornou-se mais forte e rápido neste sábado, levando cerca de 3 milhões de moradores da Flórida - para onde estava se encaminhando - a deixar o Estado. Os moradores que decidiram permanecer protegeram suas casas com placas de madeira e compraram suprimentos de último minuto para enfrentar o fenômeno que se aproximava da costa leste com ventos de 169 quilômetros por hora.O furacão Jeanne será o quarto a atingir o Estado nesta temporada, algo que não ocorria há mais de um século. Já passaram pela Flórida os furacões Charley, Frances e Ivan. Jeanne entrou na categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que mede a intensidade dos furacões, mas segundo especialistas, não está descartada a hipótese de que possa chegar à categoria 4, com ventos de até 211 quilômetros por hora.Durante o dia de hoje, Jeanne passava pelas Bahamas, uma cadeia de 700 ilhas com cerca de 300 mil habitantes, sem que houvesse notícia sobre mortos ou feridos.MortosNo Haiti, enquanto ainda era uma tempestade tropical, Jeanne deixou um rastro de morte e destruição. O primeiro-ministro interino do Haiti, Gerard Latortue, informou hoje que o número de mortos é de mais de 1.500. Há pelo menos 900 desaparecidos e cerca de 300 mil desabrigados, a maioria da cidade de Gonaives, noroeste do país.Na República Dominicana e Porto Rico, Jeanne deixou 31 mortos. A situação era de caos em Gonaives, com membros de gangues tentando invadir os centros de distribuição de ajuda humanitária e entrando em casas para roubar a comida distribuída pelas agências de ajuda. Para enfrentar a situação, a missão da ONU decidiu enviar 140 soldados uruguaios para juntar-se aos cerca de 600 efetivos que já estão na cidade.Ajuda brasileiraUm avião da Força Aérea Brasileira partiu hoje do Rio de Janeiro para o Haiti com uma carga de alimentos e medicamentos destinados aos afetados pela tempestade tropical, que atingiu o país há uma semana.O subchefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, o general Wellington Fonseca, informou que os alimentos devem atender cerca de 1,6 mil pessoas e os remédios, outras 20 mil durante um mês. As Forças Armadas estão recolhendo agasalhos e cobertores nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.