Furacão Tomas atinge o Haiti

Devastado por terremoto e epidemia de cólera, país tem 1,3 milhão vivendo em barracas

estadão.com.br,

05 de novembro de 2010 | 17h18

Desabrigados deixam acampamento em Leogane. Foto: Ramon Espinosa/AP

 

PORTO PRÍNCIPE - Chuvas trazidas pelo furacão Tomas atingiram o Haiti nesta sexta-feira, 5. Ao menos três pessoas morreram ao tentar atravessar rios durante a tempestade. O país ainda se recupera do terremoto de janeiro, que deixou 1,3 milhão dos 9 milhões de haitianos desabrigados vivendo em barracas de plástico. Autoridades do governo temem o ciclone devido às más condições sanitárias do país, que também sofre um surto de cólera.

Acampamentos de refugiados do terremoto de janeiro foram atingidos em Leogane, próximo do epicentro do tremor, onde 90% dos prédios foram destruídos em janeiro. Um dos campos foi ilhado pela força das águas. A chuva também trouxe lixo para as ruas.

Na capital, Porto Príncipe, os refugiados hesitam em deixar os acampamentos. A Defesa Civil tenta, em vão, retirar os moradores. Eles temem que os poucos pertences que lhes restam sejam saqueados durante sua ausência.

O olho do furacão está sobre o mar do Caribe, a 230 km de Porto Príncipe. Algumas cidades do oeste do país, como Jeremie e Les Cayes, já sofrem o impacto da tempestade.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA, O Tomas é um ciclone de categoria 1, com ventos de 140 km/h. A tempestade se move na direção de Cuba e das Bahamas.

O porta-aviões americano SS Iwo Jima está na costa do Haiti preparando a entrega de ajuda humanitária, caso seja necessário.

 

Ajuda

 

O governo do país já pediu ajuda da União Europeia para enfrentar o fenômeno. Segundo a Comissão Europeia (órgão executivo da UE), o Haiti pediu ao bloco lonas, mosquiteiros e purificadores de água. A UE se disse pronta para ajudar.

 

Atualizado às 18h03

Com AP

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