'Furacões' escolhem estratégia diferente

Cenário: Diego Ore e Daniel Wallis / Reuters

O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2012 | 03h03

Nos últimos 15 dias, o candidato opositor Henrique Capriles visitou 53 cidades venezuelanas apresentando-se como "o furacão do progresso". Como não pode acompanhar o incansável ritmo do adversário, de sete cidades visitadas a cada dois dias, Hugo Chávez - o "furacão bolivariano" - tem respondido com discursos que apelam para o carisma de que desfruta entre a parte mais pobre da população. Um novo vídeo de sua campanha diz aos eleitores que "eles também são Chávez".

No fim de semana, em um discurso em Barquisimeto, o presidente afirmou que mesmo o mais jovem venezuelano já sabia em quem votar. "A imensa maioria das crianças sabe, do fundo de sua herança genética, que o destino da terra de seus pais é uma vitória de Chávez no dia 7 de outubro. Mesmo aqueles que não sabem falar ainda, se pudessem, diriam 'Chávez'".

Na semana passada, Capriles acusou Chávez de proibir os militares de assistir às suas aparições na televisão e disse que atingiria esse público por meio das redes sociais e do correio. Chávez, em entrevista, respondeu que Capriles é um "filho de papai e de mamãe" e mentia sobre a tal ordem.

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