Fusão de aéreas americanas chega a segundo ano

Depois de atravessar seu primeiro ano no novo grupo American Airlines após sua fusão com a US Airways, o presidente Doug Parker está se preparando para a parte mais difícil da integração: o ano dois.

Estadão Conteúdo

06 de dezembro de 2014 | 17h13

Um dos maiores desafios da American em 2015 é unir os empregados das duas empresas sob contratos únicos. Isso já está se provando difícil, com desavenças emergindo recentemente entre a empresa e seus pilotos e comissários de bordo.

O segundo maior desafio é migrar os dados e sistemas da US Airways para computadores da American, uma tarefa que historicamente tem levado a panes que interromperam operações em outras fusões de companhias aéreas.

"Até agora, está tudo bem, mas este é um processo de pelo menos dois anos e as coisas importantes acontecem no segundo ano", disse Parker em uma entrevista ao The Wall Street Journal. "É cedo ainda e temos muito trabalho a fazer", completou.

Na segunda-feira, a American pretende revelar seus planos para uma série de investimentos em seus aviões e instalações, incluindo novos assentos em aeronaves antigas, conexões de internet em mais voos internacionais, assim como lounges de passageiros melhorados e novos quiosques.

As melhorias são partes de um plano de investimentos de US$ 2 bilhões para até 2017. O objetivo é renovar a frota antiga da companhia e fazer frente à competição, que também tem gastado muito com novos assentos e tecnologia.

A American deve receber mais de 500 novas aeronaves até 2022, substituindo vários de seus modelos antigos. Já as melhorias se concentram na parte mais antiga da frota, como os 35 Boeing 757 que estão ganhando novos assentos para a classe executiva e os 93 Airbus A319 que vão ganhar novos assentos e tomadas para uso dos passageiros.

Parker, o antigo presidente da US Airways, começou a trabalhar pela fusão logo que a American declarou falência ao final de 2011. O então presidente da American, Tom Horton, resistiu, então Parker recorreu aos empregados da American e obteve apoio.

Agora, lidar com esses empregados tem se provado um dos passos mais difíceis da integração das companhias. No ultimo mês, 24 mil atendentes das duas marcas quase rejeitaram um contrato de trabalho conjunto. Sob as regras do novo contrato, mediadores federais vão ajudar a decidir o acordo salarial dos comissários de bordo em fevereiro, o que deve resultar em um aumento menor do que a oferta já rejeitada por eles.

As negociações trabalhistas na American são incomuns porque a companhia já firmou acordos internos com vários empregados antes da fusão, incluindo alguns sobre como chegar a contratos conjuntos. "Estamos tentando não construir nada sob areia, mas não podemos deixar as negociações atrasarem a integração", disse Parker. "Não há necessidade para isso demorar ainda mais", completou.

Parker disse ainda que o mais surpreendente do último ano foi notar quantas coisas precisavam de melhoria na American, uma vez que ele veio da US Airways. O executivo afirmou que a companhia era ineficiente e aceitava coisas como assentos quebrados e atrasos frequentes.

"Assim que olhamos de perto, vimos que havia mais oportunidades do que imaginávamos que haveria", diz. "Tudo isso é bom, todas essas são coisas que vamos consertar", concluiu. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
EUAaéreasfusão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.