JALAA MAREY / AFP
JALAA MAREY / AFP

Futura colônia judaica no Golan terá o nome de Trump, diz Netanyahu

Decisão é uma homenagem ao presidente americano, que reconheceu a soberania de Israel sobre o território, invadido e ocupado pelo país desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2019 | 15h56

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse nesta terça-feira, 23, que dará o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma nova colônia nas Colinas do Golan, área que a comunidade internacional considera como ocupada.

A decisão é uma homenagem a Trump, que reconheceu a soberania de Israel sobre o território, invadido e ocupado pelo país desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexadas pelos israelenses em 1981, contrariando as resoluções da ONU sobre o caso.

No dia 22 de março, o Brasil votou a favor de Israel em uma questão referente ao Golan no Conselho de Direitos Humanos da ONU. A resolução, que foi rejeitada pelo Brasil, pedia o fim da ocupação israelense no território. 

"Levarei ao governo uma resolução para que uma nova comunidade nas Colinas do Golan leve o nome do presidente Donald J. Trump", anunciou Netanyahu em um evento na região, no norte de Israel.

Netanyahu postou nas redes sociais fotos e vídeos ao lado de sua mulher, Sara, e de seus dois filhos, que estão participando da viagem às Colinas do Golan durante as férias do Pêssach, a Páscoa judaica.

Trump decidiu em março reconhecer a soberania de Israel sobre a região, que fica na fronteira entre Síria, Líbano, Israel e Jordânia, rompendo o consenso internacional sobre o tema, como já havia feito em 2017 ao considerar Jerusalém a capital israelense.

As medidas contradizem a resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, que determinou que Israel deixasse os territórios ocupados após a Guerra dos Seis Dias, incluindo as Colinas do Golan e Jerusalém Oriental.

Netanyahu e Trump se vangloriam com frequência da amizade que estabeleceram. Desde que o empresário chegou à presidência dos EUA, a Casa Branca alinhou sua política externa para o Oriente Médio aos interesses de Israel, aumentando a pressão sobre o Irã e se afastando das principais lideranças palestinas. / EFE

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