Futura rainha da Noruega admite passado "desvairado"

Pequena, suave amostra de que, apesar de tudo, os hábitos e costumes, ainda que lentamente, avançam, vão para a frente, para longe do bolor de convenções e hipocrisias: a futura rainha da Noruega é plebéia, mãe solteira, e teve - conforme ela disse hoje em entrevista coletiva, ao lado do noivo, o príncipe herdeiro - um passado "desvairado". O casamento será sábado, na catedral de Oslo, e é esperada a presença da nata da nobreza européia.Mette-Marit Tjessem Hoiby disse hoje na coletiva ao lado do noivo, o príncipe herdeiro Haakon Magnus, que teve um passado "desvairado", que a levou ao limite da ilegalidade. A futura rainha norueguesa, de 28 anos, reconheceu, pela primeira vez, que em sua rebeldia contra a vida burguesa, chegou a freqüentar festas nas quais se consumiam drogas. "Minha rebeldia de adolescente foi maior que a habitual. Naquele tempo, eu me manifestava contra o que os outros aceitavam. Eu superei o limite e agora sinto-me arrependida", disse Mette-Marit, quase chorando. "Aproveito a ocasião para dizer que condeno as drogas". Mette-Marit é uma mãe solteira de uma filha de quatro anos. O pai da menina já esteve envolvido com drogas em várias ocasiões. Desde que o príncipe Haakon Magnus anunciou seu casamento com a plebéia, há 15 meses, a imprensa norueguesa tem vasculhado o passado dela com insistência.

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