Futuro da Bolívia está nas mãos da Constituinte, diz Morales

O futuro da Bolívia depende em grandemedida do êxito da sua atualmente paralisada AssembléiaConstituinte, advertiu na quarta-feira o presidente EvoMorales, numa sombria homenagem aos 25 anos de democraciaininterrupta do país. Morales, cuja chegada ao poder, há 20 meses, encerrou umciclo de instabilidade em que houve cinco presidentes em quatroanos, afirmou que é possível que uma nova Constituiçãoestabeleça as bases para o fim das injustiças e da exclusãosocial que segundo ele caracterizam a Bolívia. "Esperamos que a Assembléia Constituinte possa aprofundaresse processo democrático, mas não somente ficarmos nademocracia, e sim recuperar todos os recursos naturais," disseMorales, primeiro presidente indígena boliviano e único nesses25 anos a ter obtido a maioria absoluta nas urnas. "Que ninguém prejudique o processo desse grande foronacional que tem por objetivo escrever uma nova Constituição erefundar o país, buscando justiça e igualdade," acrescentou, emreferência aos grandes obstáculos que a Assembléia enfrentadesde sua instalação, em agosto de 2006. A Constituinte está paralisada há quase dois meses porcausa de intensas disputas provocas pela proposta -- apoiadapela oposição de direita -- de transferir a sede do governo deLa Paz, reduto eleitoral de Morales, para Sucre, no sul.

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