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Futuro do Iraque divide oposição

Rivalidades e divisões agudas entre os grupos oposicionistas iraquianos está impedindo a elaboração de propostas concretas para o futuro do Iraque, que serão discutidas num congresso programado para o final do mês na Bélgica. Ahmed Chalabi, líder do Congresso Nacional do Iraque que participará da reunião em Bruxelas, lançou a idéia de formar um governo interino. Hamid al-Bayati, representante do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, e Delshad Miran, do Partido Democrático do Curdistão, disseram nesta segunda-feira que isso estava além do objetivo da reunião programada para os dias 24 e 25 de outubro. "Nossa proposta é entrar em acordo no âmbito de uma visão a longo prazo para um Iraque democrático e unificado, pós Saddam Hussein, e estabelecer um comitê de acompanhamento para coordenar as ações entre nossos grupos no futuro", disse al-Bayati, por telefone, de Londres. "Esse tipo de reunião não tem o propósito de formar um governo interino e esse tipo de tarefa deveria ser deixada para o momento adequado, quando Saddam tiver ido embora", afirmou al-Bayati. "Seria irresponsável." Miran, cujo grupo compartilha o controle do norte do Iraque com a União Patriótica do Curdistão, disse que um governo interino deveria consistir de "pessoas de dentro do Iraque que têm verdadeira representatividade". Apenas os grupos curdos estão operando dentro do Iraque. A oposição está dividida entre linhas políticas sectárias, étnicas e clãs, e as rivalidades ficaram mais fortes com a perspectiva de os Estados Unidos irem à guerra para depor Saddam Hussein. O Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, o Partido Democrático Curdo, a União Patriótica do Curdistão e o Acordo Nacional Iraquiano encontraram-se com altos funcionários da administração dos EUA em agosto para discutir o papel que desempenhariam na eventualidade de um ataque dos EUA contra o Iraque. Eles receberam garantias de que os EUA cumpririam os compromissos para proteger os iraquianos que poderiam sofrer ataques das forças de Saddam. A administração Bush deixou claro não ser favorável ao estabelecimento de um governo interino antes de uma mudança de regime no Iraque.

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