Futuro primeiro-ministro do Japão pressiona BC para combater deflação

O futuro primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, manteve nesta terça-feira seus pedidos para que o Banco do Japão (BOJ) afrouxe drasticamente a política monetária por estabelecer meta de inflação de 2 por cento, e repetiu que quer domar o iene forte para ajudar a reativar a economia.

TETSUSHI KAJIMOTO E STANLEY WHITE, Reuters

25 de dezembro de 2012 | 11h47

Abe, que será empossado como premiê do país na quarta-feira, quando se espera também que ele indique seu gabinete, está prescrevendo um mix de afrouxamento monetário agressivo e elevados gastos fiscais para combater a deflação e controlar o iene forte.

"A economia, diplomacia, educação e reconstrução do nordeste (atingido pelo tsunami em 2011, terremoto e desastre nuclear) estão em situação crítica. Eu quero criar um gabinete que possa solucionar esta crise", disse Abe em uma conferência de imprensa.

"Defendemos combater a deflação, corrigir o iene forte e alcançar crescimento econômico durante a eleição, então nós devemos restaurar uma economia forte", disse ele, acrescentando que a economia estagnada também tem minado a influência diplomática japonesa.

Abe --que renunciou abruptamente como primeiro-ministro em 2007 após um ano turbulento no cargo-- repetiu que seu novo governo espera assinar um acordo com o BOJ para perseguir inflação de 2 por cento, o dobro da meta atual do banco central.

"Uma vez que eu me torne primeiro-ministro, vou deixar para o BOJ decidir sobre medidas específicas de política monetária", disse Abe durante uma reunião com executivos do principal lobby empresarial, Keidanren.

"Espero que o BJO persiga medidas não-convencionais, incluindo forte afrouxamento monetário", disse ele, mantendo a pressão sobre o banco central para ampliar estímulos monetários para combater a deflação que tem incomodado o Japão por mais de uma década.

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