Fuzileiro americano seqüestrado no Iraque viaja à Alemanha

O fuzileiro naval seqüestrado duas semanas atrás e libertado no fim de semana por um grupo radical no Iraque partiu hoje do Líbano rumo a uma base americana na Alemanha, disseram diplomatas libaneses. O fuzileiro naval reapareceu ontem na Embaixada dos EUA em Beirute. O cabo Wassef Ali Hassoun foi levado em um avião ao Centro Médico Regional Landstuhl, na Alemanha, e permanecerá ali durante vários dias, informou Marie Shaw, porta-voz do hospital. "Ele apresentará um informe" a seus superiores e "será submetido a uma avaliação", afirmou Shaw. Ontem, o Departamento de Estado dos EUA não deu detalhes sobre o status do fuzileiro naval no Exército, que, por sua vez, investiga se o seqüestro de Hassoun realmente ocorreu ou se se tratou apenas de uma armação. Em determinado momento, um grupo islâmico assegurou ter decapitado o cabo. Reportagem publicada pelo diário The New York Times na semana passada, citando fontes militares, dizia que Hassoun desertara de sua base no Iraque, provavelmente por ter ficado traumatizado ao ver a morte de um sargento num ataque rebelde. Ele teria sido ajudado por iraquianos que trabalhavam na base, mas depois o traíram, entregando-o a um desconhecido grupo radical chamado Resposta islâmica. Hassoun, de 24 anos e de origem libanesa, desapareceu em 20 de junho de sua base, localizada próxima à cidade de Faluja.

Agencia Estado,

09 de julho de 2004 | 14h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.