Fuzileiros mataram cruelmente civis iraquianos desarmados

Fuzileiros navais americanos mataram cruelmente 24 civis iraquianos desarmados, incluindo mulheres e crianças, segundo uma investigação criminal aberta sobre o caso. Oficias e legisladores que viram as conclusões das investigações disseram que a expectativa é que haja acusações criminais inclusive de assassinato, o que tornaria o incidente de 9 de novembro, ocorrido no reduto insurgente de Haditha, o caso mais grave dos supostos crimes de guerra dos Estados Unidos no Iraque.Um inquérito administrativo supervisionado pelo general do Exército, Eldon Bargewell, descobriu que vários fuzileiros de infantaria alvejaram mortalmente 24 iraquianos e que outros fuzileiros não os impediram ou então protocolaram relatórios enganadores ou gritantemente falsos. O relatório concluiu que uma dezenas de fuzileiros agiu inadequadamente em resposta à explosão de uma bomba à beira da estrada que matou um companheiro dos fuzileiros, o cabo Miguel Terrazas. Na busca dos insurgentes, os fuzileiros entraram em várias casas e começaram a disparar suas armas, segundo o relatório.Na sua declaração inicial à imprensa, autoridades da Marinha disseram que os civis iraquianos foram mortos ou por uma bomba detonada por insurgentes ou pelo fogo cruzado entre os fuzileiros e os insurgentes.Os fuzileiros, muitos dos quais estavam na sua terceira designação no Iraque, fazem parte do 3º Batalhão, 1º Regimento da 1ª Divisão da Marinha.O comandante do batalhão e dois comandantes de companhia foram substituídos no mês passado porque, segundo um porta-voz, o general Richard Natonski, comandante-geral da divisão perdeu a confiança na liderança deles.

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