Fuzileiros são condenados por abuso de presos no Iraque

Nove fuzileiros navais americanos (marines) foram condenados em tribunais militares no Iraque por terem cometido vários abusos contra presos iraquianos, incluindo o uso de transformadores elétricos para provocar repetidos choques, fazendo-os "dançar". A informação consta de documentos divulgados terça-feira à noite, por um grupo de defesa dos direitos civis. Os textos revelam que houve nove corte marciais entre o início da guerra, em março de 2003, e meados deste ano. No caso do uso do transformador, um marine foi sentenciado a 1 ano de prisão e outro a 8 meses. Um terceiro pegou pena de 90 dias porque jogou um líquido inflamável nas mãos de um iraquiano e acendeu um fósforo, causando queimaduras de segundo grau. A União das Liberdades Civis Americanas teve acesso aos documentos depois de entrar com uma ação na Justiça dos EUA para obter informações sobre abusos contra presos no Iraque e na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. Um dos papéis - um memorando enviado por um alto funcionário da Agência de Inteligência da Defesa a um dirigente do Departamento de Defesa (Pentágono) - assinala que dois agentes que criticaram os abusos foram ameaçados e advertidos. As ameaças partiram de militares envolvidos nos interrogatórios.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.