G-20 discute terrorismo e lavagem de dinheiro em Ottawa

O combate ao terrorismo e à lavagem de dinheiro, além do impacto sobre a economia mundial dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, são os temas que dominam as discussões da reunião do G-20 (o grupo que reúne os países industrializados e um grupo seleto de países emergentes), juntamente com o FMI e o Banco Mundial, de hoje até domingo, na capital do Canadá. Em seu discurso de abertura da reunião, na tarde de hoje, o ministro de Finanças do Canadá, Paul Martin, foi enfático ao afirmar que os terroristas não vão paralisar a cooperação global. "O ataque físico contra nós está sendo respondido por uma coalizão internacional de nações, fés e força, que não fracassarão", afirmou Martin, ressaltando que "os terroristas procuraram prejudicar a atividade econômica, paralisar as relações financeiras e criar novas barreiras entre as economias, países e pessoas". As consequências dos ataques, segundo Martin, são preocupantes em termos de desaquecimento econômico para as nações industrializadas, mas os efeitos sobre as economias emergentes e em desenvolvimento poderão ser também devastadores. Segurança na fronteira não pode virar barreira não tarifária Antes de proferir seu discurso na abertura da reunião do G-20, o ministro de Finanças do Canadá, Paul Martin, teve um encontro privado com o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, no qual ambos conversaram sobre controle e segurança das fronteiras entre os dois países. Canadá e EUA se comprometaram a investir em tecnologias para tornar suas fronteiras mais seguras. Martin alertou, no entanto, que, ao mesmo tempo em que a segurança das pessoas deve ser uma prioridade, não se deve deixar que a segurança das fronteiras se transforme em novas barreiras não tarifárias. Em seu discurso na abertura da reunião, Paul Martin falou sobre os três objetivos principais do encontro: criar um plano de ação global para combater o financiamento ao terrorrismo, lidar com os impactos econômicos mundiais depois dos atentados aos EUA e deflagrar o processo de melhora da globalização para todos os países, especialmente os mais pobres. Em nota divulgada hoje, o FMI também prometeu intensificar seu envolvimento no combate à lavagem de dinheiro e no desmonte do sistema de financiamento aos terroristas. Leia o especial

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