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G-20 é palco da disputa entre Xi Jinping e Donald Trump

Diante do pessimismo recente nos mercados, China e EUA têm interesse num cessar-fogo nas rusgas; mas Trump é Trump. Sempre imprevisível

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2018 | 06h00

Dez anos depois de ganhar protagonismo no combate à crise financeira, o G-20, reunido esta semana em Buenos Aires, promete ser palco do esperado enfrentamento entre o chinês Xi Jinping e o americano Donald Trump.

A última cúpula asiática, em Papua Nova Guiné, terminou sem comunicado oficial, dadas as posições inconciliáveis entre chineses e americanos. Mais que a guerra comercial deflagrada por Trump, está em jogo uma disputa por esferas de influência, com o Brasil em posição de destaque. Sob Jair Bolsonaro, espera-se alinhamento maior aos americanos (convidado pelo presidente Michel Temer, Bolsonaro informou que não comparecerá à reunião).

O desdobramento do encontro privado entre Xi e Trump é incerto. Diante do pessimismo recente nos mercados, ambos têm interesse num cessar-fogo nas rusgas. Uma oportunidade para acordo será avançar na desnuclearização da Coreia do Norte. Mas Trump é Trump. Sempre imprevisível.

- O crescimento do antissemitismo na Europa

O antissemitismo têm crescido não só nos Estados Unidos, onde o FBI verificou aumento de 37% nos crimes contra alvos judaicos em 2017. Em relatório deste mês, a Agência da União Europeia para Direitos Fundamentais aponta alta em atos de natureza antissemita (violentos ou não) na maioria dos países para os quais há dados disponíveis.

- Maconha elege democrata em Utah

Utah é considerado território seguro para o Partido Republicano. Mas, na disputa pela cadeira na Câmara pelo quarto distrito, o democrata Ben McAdams venceu a republicana Mia Love por 694 votos, ou 0,26%, o mínimo necessário para evitar recontagem. De acordo com o analista Robert Gehrke, McAdams deve a vitória ao plebiscito que aprovou o uso da maconha medicinal no Estado. Na semana anterior à votação, 22 mil novos eleitores se registraram só no condado Salt Lake. No próprio dia da eleição, 8 mil. Pois, lá em Salt Lake, 80% votaram a favor da maconha medicinal; 64% em Adams. Foi o que lhe garantiu a vitória por um triz.

- Autoritarismo no eleitor de Obama e no de Trump

Pesquisadores da Universidade de Montana compararam características autoritárias nos eleitores de 2008 e 2016 nos Estados Unidos. Conclusão: autoritários de esquerda manifestaram por Barack Obama uma preferência mais intensa que os de direita por Donald Trump.

- Estados Unidos debatem importação de médicos

Os Estados Unidos enfrentarão uma carência de mais de 121 mil médicos até 2030, segundo a Associação Americana de Faculdades de Medicina. Estrangeiros já representam metade dos geriatras e um terço dos pediatras e clínicos familiares. Metade deles atende áreas de menor renda per capita. Em bairros pobres de Nova York, três quartos dos médicos se formaram no exterior. Uma análise do Niskanen Center recomenda o fim de limites a vistos de trabalho para médicos, a ampliação do direito à permanência a pós-graduados nas faculdades americanas e da lista de países cujos cursos de residência são reconhecidos, seguindo o modelo canadense.

- Campanha antivacinação provoca mortes

Alerta de Peter Hotez, da Faculdade Baylor de Medicina: o movimento contra vacinação em Estados americanos como Texas, Arizona, Utah Oregon e Idaho tem feito crescer o número de mulheres diagnosticadas com câncer no colo do útero, provocado pelo vírus HPV. De acordo com Hotez, haverá, a cada ano, mais 12 mil diagnósticos e 4 mil mortes entre americanas não vacinadas.

- A história dos erros nas crises financeiras

O minucioso Crashed, do historiador econômico Adam Tooze, decifra para o leigo as crises financeiras de 2008 em diante. Narra em detalhes como as elites de diversos países foram capazes de elaborar mecanismos sofisticados para salvar bancos e contas nacionais, mas incapazes de punir um único responsável pela maior destruição de riqueza na história humana.

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