G-8 anuncia perdão de US$ 53 bilhões de dívida de pobres

Na primeira reunião no âmbito da cúpula do Grupo dos Oito - os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia - os dirigentes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Itália e Japão lançaram nesta sexta-feira uma mensagem de otimismo sobre a recuperação da economia mundial até o fim do ano e anunciaram o perdão das dívidas dos 23 países mais pobres do mundo, no valor de US$ 53 bilhões. De concreto, serão cancelados os débitos procedentes de ajudas e créditos comerciais diretamente com os países. Entre os beneficiados estão Bolívia, Honduras e Nicarágua. O comunicado final dos sete mais ricos - a Rússia não tomou parte dessa reunião - destaca que os indicadores básicos da economia asseguram uma base sólida para um crescimento mais elevado. O texto "felicita" a Argentina e a Turquia por seus esforços para superar a crise financeira. Tomam parte na cúpula, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha, Tony Blair, da Itália, Silvio Berlusconi, do Japão, Junichiro Koizumi, e do Canadá, Jean Chretien, os presidentes dos EUA, George W. Bush, da França, Jacques Chirac, e da Rússia, Vladimir Putin, e o chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder. Os oito chefes de Estado e de governo concordaram em criar o Fundo Mundial para a Aids e a Saúde, com contribuições iniciais de pouco mais de US$ 1,2 bilhão, e fizeram um apelo a empresas, outras nações e à sociedade civil para que enviem doações. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, elogiou a iniciativa, mas reconheceu que é necessária uma quantia muito maior para combater a epidemia."Falta muito mais", disse Annan. "Queremos mobilizar entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões por ano." A estimativa do G-8 é de que logo se atinjam US$ 2 bilhões.

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