G-8 dá prazo até setembro para Irã abrir diálogo

Líderes do G-8, que reúne as sete economias mais desenvolvidas e a Rússia, que se encontram em Áquila, na Itália, declararam ontem que o regime iraniano tem até 24 de setembro - quando o G-20 se reunirá em Pittsburgh, nos Estados Unidos - para ?aceitar a mão estendida da comunidade internacional? e abrir negociações sobre temas como o programa nuclear de Teerã e a prisão de cidadãos estrangeiros e funcionários diplomáticos ocidentais.

AE, Agencia Estado

09 de julho de 2009 | 10h00

?Se até lá (a reunião do G-20) não tivermos progressos, teremos de tomar decisões?, afirmou o presidente francês, Nicolás Sarkozy, acrescentando que as sanções internacionais contra Teerã deverão se tornar mais profundas e rigorosas.

Alto funcionário do Conselho de Segurança Interna dos EUA, Mike Froman declarou a jornalistas que os debates do G-8 vinham refletindo ?uma impaciência generalizada com o Irã?. Segundo países ocidentais e Israel - que se vê especialmente ameaçado por Teerã -, o programa nuclear da república islâmica dirige-se à obtenção de armas atômicas. Teerã, no entanto, rejeita a acusação e afirma que seu programa é pacífico e tem como objetivo a produção de energia.

Em outro comunicado, os países do G-8 disseram que estavam comprometidos em obter uma solução diplomática para a questão iraniana. Mas o regime dos aiatolás tem sistematicamente rechaçado as tentativas de aproximação do Ocidente. O clima de hostilidade intensificou-se nas últimas semanas, quando autoridades de Teerã detiveram funcionários iranianos da embaixada britânica - depois de acusar a Grã-Bretanha de incitar os protestos sem precedentes contra a suposta fraude na votação de junho que reelegeu o radical presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Coreia do Norte

Ressaltando a preocupação com a questão, os líderes do G-8 também pediram o rápido início de negociações de um tratado que proíba a produção de material para a fabricação de armas atômicas e conclamaram todos os Estados para a observância da moratória das provas atômicas. O texto referiu-se diretamente ao recente teste nuclear e lançamentos de mísseis por parte da Coreia do Norte - qualificando-os de ?um perigo para a paz e a estabilidade?. ?Instamos a (Coreia do Norte) a evitar mais violações de resoluções relevantes do Conselho de Segurança e a comprometer-se com o diálogo e a cooperação?, assinala a declaração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
G-8IrãCoreia do Norte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.