G-8 decide não adotar metas para redução de gases

Os líderes das sete economias mais ricas e a Rússia, o G-8, esquivaram-se hoje de adotar metas para a redução dos gases que provocam o aquecimento global. Apesar das pressões da União Européia e das organizações não-governamentais, o comunicado da reunião de cúpula do G-8 sobre meio ambiente e mudança climática apenas "recomenda" que, na convenção das Nações Unidas que substituirá o Protocolo de Kioto, seja adotado o objetivo de redução de pelo menos 50% das emissões globais até 2050. A negociação dessa convenção deverá ser concluída até o fim de 2009, e os seus termos começarão a ser implementados a partir de 2012.A decisão representou um minúsculo avanço em relação ao comunicado emitido na cúpula do G8 de Heiligendamm, na Alemanha, em 2007. Naquela ocasião, os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, o Japão e a Rússia se limitaram a mencionar que estavam "examinando seriamente" a adoção dessa meta. Agora, a mensagem foi de que o G-8 está disposto a acatar esse objetivo em dezembro de 2009, desde que seja acompanhado pelos demais membros das Nações Unidos - em especial a China e a Índia, considerados os maiores emissores de gases do efeito estufa entre as economias emergentes.

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