G-8 exclui posição de emergentes sobre setor agrícola

Os países ricos não se entendem nem sobre como lidar com a fome no mundo nem com a posição dos países emergentes. A primeira reunião entre ministros da Agricultura da história do G-8 (países industrializados) com as economias em desenvolvimento, entre eles o Brasil, termina com a marca de um fiasco e uma demonstração de mal estar com os países emergentes.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

19 de abril de 2009 | 20h46

Depois de horas negociando uma nova estratégia para lidar com o setor agrícola no planeta, a declaração final do G-8 exclui a posição dos países emergentes. Mesmo assim, a estratégia não passa de uma lista de boas intenções sem qualquer compromisso político entre os governos dos países ricos.

A posição de cada país emergente será apenas citada em um resumo feito pelos italianos, que organizam o evento em Treviso. Segundo diplomatas de países emergentes, o fiasco na reunião é uma demonstração da crise de identidade que vive o G-8 depois do estabelecimento do G-20 e do surgimento das economias emergentes no cenário internacional. Diante da recessão internacional, ficou claro que o G-8 já estava ultrapassado e que um novo bloco estava ganhando força

Mas os países ricos insistem em manter os encontros do G-8, apesar das acusações de que já está ultrapassado. Para tentar dar um sinal de abertura, a Itália, que preside o grupo, convidou os países emergentes para a reunião. Eles só não sabiam que suas posições ficariam de fora do texto final.

Tudo o que sabemos sobre:
fomeagriculturaG-8

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.