G-8 faz advertência ao Irã e à Coréia do Norte

Os líderes que participaram do encontro do G-8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia), em Evian, na França, divulgaram uma série de declarações sobre as questões internacionais discutidas no evento. Em uma declaração sobre a não-proliferação de armas nucleares, os líderes pediram um controle mais rígido da produção de armas, incluindo as nucleares e mísseis que possam ser utilizados para "fins terroristas".O documento fez referência direta ao Irã e à Coréia do Norte, recomendando que os dois países respeitem as convenções internacionais que regulam a área nuclear. "Nós recomendamos fortemente que a Coréia do Norte desmonte qualquer programa de armas nucleares de forma visível, verificável e irreversível", diz a declaração, que afirma ainda que o programa nuclear iraniano também pode levar à produção de armas.De acordo com os líderes reunidos em Evian, o terrorismo global e a disseminação de armas de destruição em massa são "a ameaça mais importante à segurança internacional". O grupo defendeu o uso, por parte da comunidade internacional, de inspeções de armas, controle de exportação e, "se necessárias, outras medidas" para controlar o problema.De acordo com o correspondente da BBC no encontro, Tim Franks, uma autoridade britânica afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, teria anunciado que a Rússia vai suspender todas as exportações nucleares para o Irã até que o país assine um protocolo adicional com a agência nuclear da ONU. A Rússia está ajudando o Irã a construir um reator nuclear, enfrentando a oposição dos Estados Unidos. Os países membros do G-8 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Estados Unidos e Grã-Bretanha) também divulgaram um plano de ação destinado a manter mísseis portáteis fora do alcance de terroristas. Esses mísseis foram fornecidos pelos Estados Unidos para combatentes afegãos que lutaram contra os russos nos anos 1980, mas agora são amplamente usados por guerrilhas no mundo inteiro.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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