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G7 adota plano de ação contra terrorismo e extremismo

Países prometem adotar medidas como troca de informações entre os serviços de inteligência e maior cooperação nas fronteiras

O Estado de S.Paulo

27 Maio 2016 | 05h56

ISE-SHIMA - Os líderes do G7 adotaram nesta sexta-feira, 27, um plano de ação para combater o terrorismo e o extremismo violento, que inclui maior troca de informações entre os serviços de inteligência e mais cooperação na área de segurança fronteiriça.

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo decidiu proceder dessa maneira contra o "preocupante aumento do número de ataques terroristas, especialmente os cometidos em lugares vulneráveis devido a seu acesso aberto e às barreiras limitadas de segurança", segundo consta na declaração adotada na cúpula de Ise-Shima, no Japão.

Diante dessa "urgente ameaça para a segurança global", os líderes do G7 pediram "maiores esforços coordenados e em nível coletivo" que, além das autoridades nacionais, incluam o setor privado, organizações civis e a sociedade em seu conjunto, segundo o texto.

No documento, os líderes também denunciaram "as atrocidades e os abusos dos direitos humanos por parte do Estado Islâmico (EI), da Al Qaeda e de outras organizações terroristas", que representam "um sério desafio para a paz, a segurança e os valores compartilhados pela comunidade internacional".

Além disso, o G7 alertou sobre "a exploração da internet e das redes sociais no mundo todo para propósitos terroristas, de extremismo violento e outros atividades criminosas, como a captação e o financiamento de organizações deste tipo".

Nessa mesma linha, o G7 reiterou a necessidade de um "aumento na segurança do transporte aéreo" para responder às crescentes ameaças terroristas.

Para fazer frente a essa situação, o G7 pediu a aplicação da estratégia destinada a cortar os canais de financiamento das organizações terroristas, apoiada pelos ministros das Finanças desses sete países na reunião realizada no fim de semana passado em Sendai.

Além disso, os líderes dos sete países mais industrializados do mundo reiteraram sua rejeição ao pagamento de resgates para organizações terroristas, o que representa "uma de suas principais fontes de financiamento" e "um incentivo para que continuem os incidentes de sequestros de cidadãos".

O G7 se comprometeu a transferir todos esses princípios de ação em medidas concretas, e a fazer o acompanhamento regular de suas políticas antiterroristas para melhorar a coordenação. /EFE

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