G7 elogia ações militares no Iraque e na Síria

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo expressou seu apoio à ação militar contra militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O chamado G7 considerou a missão liderada pelos Estados Unidos "uma contribuição importante" para fortalecer a segurança iraquiana e destruir os portos seguros dos extremistas.

Estadão Conteúdo

25 de setembro de 2014 | 17h21

Em depoimento publicado nesta quinta-feira, os ministros das Relações Exteriores do grupo reiteraram o pedido do presidente norte-americano, Barack Obama, aos líderes mundiais, especialmente os do Oriente Médio, para que se unissem à coalização internacional que combate os radicais islâmicos.

A declaração não compromete as nações do G7 - EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão - em ações militares, mas os ministros ofereceram seus esforços para a campanha de longo prazo que tem como objetivo "enfraquecer e destruir" o Estado Islâmico. Segundo as autoridades, a missão deveria ter como alvos as capacidades militares dos extremistas, suas fontes de financiamento e seus métodos de recrutamento, além de apoiar as forças moderadas que se opõem aos militantes no Iraque e na Síria.

"Nós saudamos todas as contribuições para aprimorar a segurança, inclusive por meio de treinamento e equipamento, para barrar e derrotar o EIIL", disseram as nações, referindo-se à sigla utilizada pelos insurgentes islâmicos antes de mudarem de nome. Os ministros também afirmaram que iriam estabelecer um diálogo regional no Oriente Médio sobre segurança e estabilidade para impulsionar as contribuições dos aliados locais.

No depoimento, os sete países disseram, ainda, estarem "muito preocupados" com a instabilidade na Ucrânia e condenaram as violações recentes do acordo de cessar-fogo assinado entre os rebeldes pró-Rússia e o governo de Kiev. O G7 aplaudiu o esforço ucraniano para respeitar a trégua e pediu que Moscou "reconheça seus próprios compromissos", retirando suas tropas, armas e equipamentos da fronteira e consolidando a divisa entre os dois países.

O grupo divulgou ainda uma declaração sobre a epidemia de ebola na África ocidental e pediu que os líderes mundiais forneçam tratamento médico aos pacientes da doença. Os ministros chamaram o vírus de "ameaça global à paz e à segurança" e prometeram proporcionar alívio aos países afetados. Fonte: Dow Jones Newswires.

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