Gabinete de Israel aprova cessar-fogo unilateral em Gaza

O gabinete israelense aprovou hoje o cessar-fogo unilateral da Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Ehud Olmert afirmou após a reunião do gabinete de segurança que os objetivos de Israel na operação haviam sido alcançados e o cessar-fogo unilateral foi aprovado. Pelo menos 13 pessoas morreram hoje por causa da violência no território palestino. A ofensiva precedeu a votação, na tarde de hoje, de uma proposta de trégua unilateral que daria fim a três semanas consecutivas de ataques de Israel em Gaza.O Hamas enviou sinais ambíguos sobre uma possível trégua dos dois lados. A liderança do grupo no exílio afirmou que continuaria lutando contra Israel. Porém, após semanas de grandes perdas, os líderes militantes em Gaza sinalizam que podem aceitar um acordo. Uma delegação do Hamas estava no Cairo para discutir o tema.Hoje, antes do anúncio de cessar-fogo unilateral, pelo menos dois civis morreram num ataque lançado por um tanque israelense próximo a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas. Uma mulher e um garoto morreram e outras 25 pessoas ficaram feridas no ataque. Outros três civis foram mortos, em localidade próxima à Cidade de Gaza, em um ataque lançado por um navio de Israel, disseram as autoridades. Além disso, militares israelenses bombardearam de madrugada pelo menos 50 alvos de militantes do Hamas, incluindo instalações para lançamento de foguetes e estocagem de armas, túneis usados para contrabando e bunkers. Não havia notícia de ataques lançados por palestinos contra Israel.Ontem, foi assinado um "memorando de entendimento" entre a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, e a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, para garantir que os militantes do Hamas não se rearmem após os israelenses declararem cessar-fogo unilateral em Gaza.A campanha militar de Israel em Gaza teve início em 27 de dezembro, em resposta a ataques com foguete lançados quase diariamente pelo Hamas contra alvos no sul do território israelense. Desde então pelo menos 1.140 pessoas - metade das quais civis - foram mortas em Gaza, segundo os palestinos.

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