Gabinete deve trabalhar ´dia e noite´, diz ministro palestino

Recém-formado governo de emergência realiza nesta segunda sua primeira sessão

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h24

O ministro da Informação e Justiça do governo de emergência palestino, Riad Malki, disse nesta segunda-feira, 18, que o Gabinete deve trabalhar "dia e noite", devido à delicada situação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e que, por enquanto, as ajudas internacionais não chegaram ao novo Executivo. "Devemos trabalhar dia e noite, porque a situação pressiona e não temos tempo a perder, temos que nos esforçar para ajudar o povo palestino", disse Malki aos jornalistas, em Ramala. Os doze ministros - incluindo o chefe do governo Salam Fayyad - que compõem o recém-formado governo de emergência palestino realizam nesta segunda sua primeira sessão de trabalho na cidade cisjordaniana de Ramala. Após esta reunião, os ministros ocuparão suas pastas nas sedes ministeriais na Cisjordânia, disseram fontes oficiais. No entanto, Malki disse que, apesar das promessas de Israel e da comunidade internacional de que seriam retomadas as ajudas e a transferência de dinheiro retido ao atual Executivo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), "até o momento não recebemos nada". Também defendeu que a população palestina recupere a normalidade o mais rápido possível, e disse que os alunos do ensino médio e universitários farão suas provas finais, como está previsto. As milícias leais ao Fatah assumiram o controle no norte da Cisjordânia e assumiram as sedes municipais na maior parte das localidades do distrito de Nablus e Jenin. Há dois dias, milicianos das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa - braço armado do Fatah - obrigaram aos funcionários leais ao Hamas a abandonar seus postos nos distritos municipais de Nablus, da aldeia de Bidia, em Tulkarem e em Jenin, e estudam a formação de novos comitês para governar estes municípios. Além disso, a União de Jornalistas na Cisjordânia pediu que a ANP defenda a liberdade de imprensa e os direitos dos profissionais do setor, depois que neste domingo à noite milicianos das Brigadas intimidaram o correspondente da rede árabe Al Jazira em Nablus.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.