Gabinete egípcio propõe criminalização de protestos

O gabinete egípcio propôs uma nova lei que vai criminalizar algumas formas de protesto no país. O porta-voz do gabinete, Magdi Radi, disse que a lei, se aprovada, vai punir os envolvidos em manifestações que interrompam o trabalho e destruam propriedades.

AE, Agência Estado

23 de março de 2011 | 15h36

Ele disse que o gabinete apresentou a proposta ao conselho militar que governa o país desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro quando os militares vão adotar a lei, que sugere penas de prisão e multas de até US$ 84 para os "criminosos".

A proposta reflete os profundos temores dos governantes do Egito de que contínuas greves e manifestações possam prejudicar a recuperação econômica. Mas há quem critique esse tipo de medida, já que ela limita o tipo de ativismo que derrubou o regime de Mubarak. As informações são da Associated Press.

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