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Gabinete israelense aprova nova ofensiva

Horas depois de acenar com a possibilidade de aceitar uma trégua mediada por Egito e França, o gabinete de Segurança israelense aprovou ontem a ampliação da ofensiva na Faixa de Gaza. Os 12 ministros reunidos deram sinal verde à chamada "fase 3" da ofensiva, que prevê a entrada maciça de tropas nas partes mais populosas do território palestino.A informação, sigilosa, foi dada à agência France Press por funcionários do governo que participaram da reunião e preferiram não se identificar. Também ontem, o comando militar israelense anunciou a convocação de milhares de reservistas. O número exato não foi revelado. Preparado para entrar em ação a partir de sexta-feira, o novo contingente atuaria em apoio às três brigadas do Exército que já atuam contra o Hamas dentro de Gaza.FIM DOS FOGUETESSegundo revelou ao Estado um funcionário do governo israelense sob condição de anonimato, o objetivo da incursão terrestre iniciada há 5 dias continua sendo obter o fim de todos os disparos de foguete contra o território israelense e Israel não se comprometerá com uma trégua até que a meta seja definitivamente alcançada. "O ponto central é assegurar, de uma vez por todas, a segurança da região sul do país. Estamos há oito anos convivendo com os (foguetes) Kassam do Hamas e decidimos colocar um ponto final nisso", disse o funcionário. "Se o Egito ou qualquer outro país garantir que não haverá mais disparos, ótimo. Caso contrário, não tem conversa até acabarmos com os estoques."Nenhum tipo de contato entre Israel e o Hamas, nem mesmo consultas indiretas, foi mantido desde o início dos bombardeios, no dia 27, garante a fonte. Para estabelecer qualquer tipo de trégua, o Hamas exige o fim do bloqueio imposto por Israel e pelo Egito a Gaza e a retirada das tropas israelenses. "Qualquer proposta que não se baseie nesses dois princípios fundamentais é inaceitável. Ninguém deveria sequer se dar ao trabalho de apresentá-las", disse Osama Hamdan, um dos representantes do Hamas na Síria, em entrevista à rede de TV Al-Jazira.

Roberto Simon com AFP, JERUSALÉM, O Estadao de S.Paulo

08 de janeiro de 2009 | 00h00

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