Gabinete sírio pede demissão

Em meio a protestos por democracia, presidente muda ministros; simpatizantes saem às ruas

Reuters e Efe

29 de março de 2011 | 09h52

DAMASCO- O presidente sírio, Bashar al-Assad, aceitou a renúncia do governo nesta terça-feira, 29, disse a televisão estatal síria.

 

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O gabinete de Muhammad Naji al-Otari, de perfil tecnocrata, foi formado em 18 de setembro de 2003, quando sucedeu o do então primeiro-ministro, Mohammed Mustafa Miro. A última reforma ministerial de Otari foi feita em abril de 2009.

As fontes consultadas pela agência Efe que informaram da queda do gabinete não indicaram quem será o sucessor de Otari nem disseram quando será conhecido o novo primeiro-ministro.

 

O governo tem pouco poder na Síria, onde a autoridade de fato está concentrada nas mãos de Assad, sua família e do aparato de segurança.

 

Era esperado que Assad fizesse um pronunciamento à nação na terça-feira ou quarta-feira, com um discurso que pode incluir uma decisão de suprimir as leis de emergência, após duas semanas de protestos pró-democracia que tomaram conta do país.

 

Protestos pró-governo

 

Também nesta terça-feira, milhares de sírios foram às ruas da capital, Damasco, em uma manifestação de apoio ao presidente.  A passeata foi organizada após a um pedido do governo na última segunda-feira.

 

Manifestações de apoio ao governo também acontecem em Aleppo, Hasaka, Homs e Hama - e os planos para protestos contra o governo foram cancelados.  As escolas não tiveram aulas e trabalhadores tiveram direito a duas horas livres para participar das manifestações.

 

Segundo grupos de direitos humanos, os confrontos entre manifestantes anti-governo e forças de segurança já deixaram mais de 60 mortos nas últimas semanas.

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