Gabinete sul-coreano renuncia em meio a onda de protestos

Todos os membros do gabinete da Coréia doSul apresentaram sua renúncia na terça-feira, devido a enormesprotestos contra o presidente, que disse que a quarta maioreconomia da Ásia pode estar à beira de uma crise. Os protestos contra o governo, no comando há menos de trêsmeses, foram despertados por um acordo para aumentar o mercadopara as importações de carne norte-americana e frustram osplanos de reforma do presidente Lee Myung-bak. "O primeiro-ministro apresentou a renúncia do gabinetedurante uma reunião de praxe (com Lee) nesta manhã", disse umaporta-voz no gabinete do primeiro-ministro. Segundo a mídialocal, a decisão é uma resposta aos crescentes protestos. O acordo sobre as importações de carne dos Estados Unidosfoi feito para auxiliar um acordo bilateral de livre comércioque o Congresso norte-americano ameaçou bloquear, a não ser quea Coréia do Sul abrisse seus mercados para as importações decarne. Mas a preocupação generalizada com a doença da vaca-loucanos Estados Unidos rapidamente despertou ainda maisinsatisfação com o governo de Lee. O público acha que o governoestá em desacordo com os seus interesses. Quando venceu as eleições, em dezembro, Lee prometia fazera economia da país, que é fortemente dependente dasexportações, voltar a crescer. "Seu caminho à Presidência foi muito fácil. Ele sentiu quenão podia fazer nada de errado e isso gerou arrogância econfiança que fizeram com que fosse difícil para ele enxergar ocenário político", disse Kang Won-taek, professor de ciênciapolítica da Universidade de Soongsil.

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