Galeão opera em estado de alerta

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão está operando desde esta terça-feira em estado de alerta. Em conseqüência do atentado terrorista nos Estados Unidos, a segurança foi reforçada nas áreas restritas e externa do aeroporto.Desde a noite desta terça-feira sete aviões de companhias aéreas americanas estão sendo vigiados por 20 homens do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica e cães de guarda.VarreduraAs aeronaves passaram por uma varredura e foram colocadas em área reservada. ?Operamos em três níveis de segurança. O nível um equivale ao efetivo de homens utilizados normalmente na vigilância do Galeão. Por causa da tragédia nos Estados Unidos, adotamos medidas adcionais e estamos operando no nível dois?, afirmou o superintendente da Infraero da Região Leste, Taracy Mesquita.O nível três só é acionado em situações extremas, como no fechamento do aeroporto motivado por um atentado.Segundo Mesquita, o nível dois representa, basicamente, um reforço na segurança interna e externa do aeroporto, que conta com homens da Receita Federal e das políciais Federal, Militar e Civil, além de vigilantes particulares contratados pela própria Infraero e pelas companhias aéreas.?Não podemos revelar o número de pessoas que estão envolvidas no esquema de segurança. O que posso dizer é que trabalham, normalmente, cerca de 500 homens na vigilância?, explicou.Diariamente, circulam pelo Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro cerca de 21 mil passageiros.VôosTodos os sete vôos que sairiam do Rio de Janeiro nesta quarta-feira à noite com destino ao Estados Unidos foram cancelados.A Infraero esperava ainda um sinal verde do governo americano, que até às 17 horas ainda mantinha todos os aeroportos do país fechados por medida de segurança.CorrespondênciaA interrupção do tráfego aéreo também afetou a entrega de correspondências do Brasil para os Estados Unidos, México e Canadá.Das 50 mil correspondências internacionais que saem do País diariamente, 20 mil têm como destino aqueles três países.O problema provocado pelo atentado terrorista também está atrasando as cartas de brasileiros que vão para a América Central e Ásia.?Enquanto os aeroportos americanos estiverem fechados, não poderemos fazer uma previsão de quanto tempo precisaremos para normalizar essas entregas?, disse José Carlos Julião, assessor de imprensa dos Correios.RetornoNesta quarta-feira, os dois aviões da Varig que decolaram do Rio na segunda-feira à noite, mas não conseguiram entrar nos Estados Unidos, retornaram.Por causa dos atentados em Nova York e em Washington, eles foram obrigados a descer no México. Os primeiros passageiros a desembarcar no Rio, às 7h20, foram os do vôo 8836, que faria escala em Los Angeles e seguiria para Tóquio.A aeronave, um 767-200, levava 128 passageiros e teve que pousar na cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos.O segundo avião da Varig, um MD-11, aterrisou em Acapulco. Os 102 passageiros do vôo 8844, com escala em Lima, iriam para Los Angeles e chegaram ao Rio por volta de 15h30.A maioria deles desembarcou no Peru e em São Paulo. Apenas sete passageiros eram do Rio. ?Fomos pegos de surpresa. O comandante nos informou que não poderíamos descer em Los Angeles, porque havia ocorrido um atentado terrorista?, disse a aposentada Elisete Armendro Bromberg, de 44 anos, que pretendia passar as férias com uma irmã que mora em São Francisco.Segundo ela, apesar da informação do atentado, os passageiros do vôo 8844 não entraram em pânico. ?Foi tranqüilo. Só tivemos a dimensão do que realmente havia acontecido quando chegamos a Acapulco?, completou a aposentada Vilma Coelho Ribeiro, de 70 anos, que visitaria o neto, Rafael, estudante de uma universidade em Huston, a cinco horas de carro de Los Angeles.Apesar do atentado, nenhum dos passageiros que desembarcaram no Rio demonstrou qualquer trauma. Eles disseram que pretendem voltar aos Estados Unidos assim que a situação se acalmar por lá. ?Deixa a poeira baixar, né?, brincou Vilma, após receber um abraço do marido, Fernando Bromberg, 54 anos.

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