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Gangue local é suspeita de matar americanos no México

Autoridades do México suspeitam que uma gangue de rua conhecida como Astecas, aliada do braço armado do cartel de narcotráfico dominante em Ciudad Juárez, é responsável pela morte de familiares de funcionárias do Consulado Geral dos EUA na cidade, que faz fronteira com El Paso, no Estado americano do Texas. Apesar disso, ainda não se sabe ao certo o que motivou o ataque às famílias de funcionárias.

AE-AP, Agencia Estado

15 de março de 2010 | 19h13

As vítimas retornavam de uma festa de criança oferecida por um funcionário do consulado, disse Andrea Simmons, porta-voz da polícia federal americana (FBI, pelas siglas em inglês) em El Paso. Pela função que exerciam no consulado, "nada sugere que as vítimas fossem alvos específicos", mas as investigações continuam, disse ela.

Supostos narcotraficantes mexicanos perseguiram e abriram fogo contra dois veículos nos quais viajavam famílias de funcionárias. O crime ocorreu no fim de semana, matando três adultos e ferindo duas crianças nesta cidade de fronteira, segundo informaram hoje autoridades dos dois países. Num dos ataques, um bebê escapou ileso das rajadas que mataram seus pais, ambos americanos.

O FBI anunciou hoje que está auxiliando a Procuradoria-Geral do México a investigar os assassinatos, que alarmaram tanto a Casa Branca quanto a presidência mexicana pelo fato de famílias de funcionários do governo americano terem se tornado vítimas dos crimes em cidades no norte do México, situadas na fronteira com os EUA.

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